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Procon notifica Runner por fechamento repentino de unidade em SP

Entidade afirmou que "constatações servirão para embasar processo administrativo que será aberto contra a empresa", o que pode acarretar em multa

O Procon-SP informou nesta quarta-feira que notificou a academia de ginástica Runner por fechar repentinamente, na última segunda, sua unidade no bairro de Higienópolis, em São Paulo, o que pegou de surpresa os clientes. A medida causou tumulto, e a Polícia Militar chegou a ser acionada. A empresa prometeu a devolução dos valores pagos.

Em nota, o Procon disse que pediu esclarecimentos sobre o fechamento, os canais disponibilizados para os alunos entrarem em contato e as providências para ressarcir os consumidores que já tinham antecipado as mensalidades.

De acordo com o Procon, alunos informaram que ninguém atendia o número de telefone fornecido pela academia. Ainda segundo a entidade, os consumidores reclamam que não houve aviso prévio sobre o fechamento da unidade. O Procon afirmou que “essas constatações servirão para embasar processo administrativo que será aberto contra a empresa”, o que pode acarretar em multa.

A instituição orientou os alunos a procurarem a Runner e pedirem documentos que comprovem a solicitação de cancelamento de pagamentos futuros no cartão de crédito ou a devolução dos valores pagos antecipados. Os consumidores que se sentirem lesados podem abrir reclamação no Procon ou procurar a Justiça.

Na terça-feira, a Runner disse que o fechamento da unidade, que funcionava havia mais de 20 anos no bairro, se deveu à falta de acordo entre a academia e o proprietário do imóvel. A empresa afirma que buscava mantê-la em funcionamento. “Lamentamos que o ocorrido tenha sido informado de maneira repentina, existia uma esperança de que conseguisse firmar um acordo com o proprietário do imóvel para permanência no mesmo”, disse a empresa em comunicado à imprensa.

A Runner disse ainda que tinha contratos em três modalidades: pagamentos mensais com cobrança automática no cartão de crédito, contrato anual parcelado em 12 meses e contrato anual pago à vista. No primeiro caso, as parcelas não serão mais debitadas a partir de agosto. Para pagamento parcelado, a empresa pede aos clientes que entrem em contato com a administradora para pedir o cancelamento. Por fim, quem pagou a vista será reembolsado em 30 dias.