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Prisões de executivos foram ilegais, diz advogada da Odebrecht

Em coletiva, advogada Dora Cavalcanti disse que não houve motivos para prisões e que entrará com pedido habeas corpus nos próximos dias

A advogada da Odebrecht Dora Cavalcanti reforçou em coletiva à imprensa, nesta sexta-feira, o posicionamento da empreiteira, de que a prisões e os mandados de busca em apreensão, no âmbito da 14ª fase da Operação Lava Jato, foram desnecessárias. O presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, foi preso na manhã desta sexta. “São absolutamente desnecessárias (prisões e busca e apreensão). E exatamente por isso, manifestamente ilegais”, afirmou. Ela lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) reiterou que a prisão preventiva é uma medida de exceção e não deve ser convertida numa antecipação de pena.

“Havia alguma necessidade? Havia alguma notícia de que alguém procurava fugir ou destruir provas?”, questionou. Para Dora, a situação é o oposto disso. “Todos os executivos que hoje se encontram presos já prestaram depoimento no âmbito dos inquéritos que tramitam em Brasília, perante o STF e o Supremo Tribunal de Justiça (STJ). A par disso, os advogados por mais de uma vez registraram por escrito perante à PF de Curitiba a disponibilidade de seus executivos para irem lá, prestar depoimento. Todas as intimações que recebemos do juiz Sérgio Moro para prestar esclarecimentos e oferecer documentos foram atendidas”, acrescentou.

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Para a advogada, o comportamento da empresa é de “profundo e inequívoco respeito às instituições do país e ao poder judiciário brasileiro”. Ela aponta que não há fatos novos que fundamentam as prisões, e que a decisão compila uma série de elementos já conhecidos e, alguns, já respondidos à Justiça em alguns depoimentos. “Os executivos presos hoje, Marcelo, Márcio, Rogério, Alexandrino,foram ouvidos, viajaram e voltaram. Estavam com suas famílias, cumprindo suas obrigações, procurando viver com normalidade,calma e respeito às instituições. Portanto, fica o registro de que a empresa e seus executivos tem orgulho de sua trajetória e que é fundamental que não tenham que confessar aquilo que não devem para resgatar a sua liberdade”, diz.

Dora lembra que serão tomadas todas as medidas judiciais cabíveis para que se restabeleça um ambiente de normalidade processual, como já foi delimitado pelo STF. Sem especificar, a advogada lembra que entrará com pedido de liminar de habeas corpos nos próximos dias.