Previdência: mudanças reduzem economia em R$ 115,26 bilhões

Segundo o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, a alteração de cinco itens acertada hoje reduziria a economia prevista para a próxima década em 10%

A alteração de cinco pontos na reforma da Previdência autorizada pelo governo causaria um impacto de 115,26 bilhões de reais em dez anos. O cálculo foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, nesta quinta-feira.

Segundo Padilha, as mudanças no sistema previdenciário propostas pelo governo implicam em uma economia de 678 bilhões de reais entre 2017 e 2026. Já as medidas negociadas entre o Executivo e o Legislativo reduziriam essa economia em 17%.

O presidente Michel Temer concordou em rever cinco itens da reforma após reunião na manhã desta quinta. Os pontos envolvem as regras de transição, aposentadoria de trabalhadores rurais, pensões, aposentadorias especiais e benefícios de prestação continuada. Esses itens eram os que mais enfrentavam resistência no Congresso para ser aprovados. O anúncio das mudanças na proposta original foi feito pelo relator da reforma na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA)

Participaram do encontro, além de Padilha e Maia, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o secretário da Previdência, Marcelo Caetano , relator da proposta na Câmara, e o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), presidente da comissão sobre o tema na Câmara.

A reforma da Previdência é um item considerado como essencial pela equipe econômica para o reequilíbrio das contas públicas, mas a proposta do governo tem gerado protestos de trabalhadores e entidades sindicais. Meirelles disse na última quarta-feira, em evento com investidores estrangeiros, que não trabalha com a hipótese de a reforma não ser aprovada.

Comentários

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  1. Sergio Cihgral

    Não há problema, pois existem muitos bilhões a serem angariados pelos cofres públicos com a cobrança da dívida ativa da união – 1 tri – das grandes empresas (conluios), outros bilhões com a reforma política, outros muitos bilhões com a reforma tributária… enfim, tirar dos trabalhadores é mais fácil, porém, o montante maior a ser arrecadado está nas mãos da classe política.

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  2. rogerio martins souza

    lembrando que o Itaú/Unibanco é um dos maiores devedores da prefeitura de SP (quase $ 10 bilhoes) e deve mais de $ 20 bilhoes para a União (qdo da fusão com o Unibanco): total$ 30 bilhoes. Se cobrarem as dividas do bradesco e Stder e estancarem a desorganização no BB e CEF dá para cobrir com folga essa diferença de 70 bilhoes na previdencia, e aí sobra troco

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  3. Napoleao Gomes

    Bandido comandando algo tão sério na vida da população de um País inteiro.

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