Prévia do PIB tem recuo de 0,84% no início do 2º trimestre

Segundo dados do Banco Central, o IBC-Br registrou queda de 3,29% em abril ante o mesmo mês de 2014 na série dessazonalizada

Após encolher 0,2% nos três primeiros meses do ano, o nível da atividade econômica brasileira iniciou o segundo trimestre com uma contração ainda maior e acima da projetada por analistas de mercado. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que serve como uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,84% em abril ante março na série dessazonalizada, informou o Banco Central nesta sexta-feira. O indicador só reforça o cenário de crise econômica marcada pela debilidade da indústria e do desaquecimento do comércio.

O resultado de abril foi bem pior do que a mediana das expectativas feitas por analistas, que apostavam em uma queda de 0,40%, segundo pesquisa feita pela agência Reuters. A projeção indica que a economia brasileira poderá entrar em recessão neste ano, já que duas quedas consecutivas no desempenho do PIB se configura na linguagem dos economistas como “recessão técnica”.

No comparativo com abril de 2014, a queda foi de 3,29% na série dessazonalizada, e de 3,13% na série observada. No acumulado do ano, o encolhimento foi de 2,48%; e no acumulado dos últimos doze meses, de 1,38%.

Segundo o BC, a atividade econômica do país vem mostrando fragilidade de forma disseminada entre todos os seus setores. Enquanto as vendas do varejo recuaram 0,4% em abril sobre março, na pior marca para o mês em doze anos e bem abaixo das expectativas do mercado; a produção industrial brasileira caiu 1,2%, no terceiro resultado mensal negativo.

Os dados têm como pano de fundo um cenário econômico marcado por ajuste fiscal, juros e inflação em alta, deterioração do mercado de trabalho e da confiança do consumidor.

O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.

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(Da redação)