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Preocupação com a China volta a pressionar o dólar, que fecha a R$ 4,05

Após nova desvalorização do iuan, moeda americana avançou 0,77% e fechou em seu maior nível desde setembro

O dólar fechou no maior nível em relação ao real em mais de três meses nesta quinta-feira, em mais um dia marcado por intensas preocupações com a economia chinesa nos mercados globais após nova desvalorização do iuan derrubar as bolsas do país asiático. A moeda americana avançou 0,77%, a 4,05 reais, seu maior nível desde 29 de setembro.

O governo chinês permitiu que o iuan se desvalorizasse mais rapidamente, alimentando preocupações com a possibilidade de a segunda maior economia do mundo estar mais fraca que o esperado. Além disso, investidores temem que o gigante asiático possa provocar uma disputa de desvalorização cambial com seus parceiros comerciais.

“As autoridades chinesas parecem perplexas e, com a falta de transparência, os mercados tendem a reagir com força a qualquer sinal de fraqueza”, disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta.

O tombo das ações chinesas ativou um mecanismo de circuit breaker, suspendendo as negociações pelo resto do dia pela segunda vez nesta semana. Mais tarde, o governo chinês anunciou que deve suspender o mecanismo a partir de sexta-feira, o que contribuiu para tirar o dólar das máximas da sessão. A moeda americana chegou a atingir 4,07 reais nesta quinta.

A China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil e serve de referência para investidores em mercados emergentes. “O tema deste início de ano é China, e o Brasil é particularmente vulnerável por causa da incerteza política”, disse o operador de uma corretora nacional.

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(Com Reuters)