Preço do material escolar tem diferenças de até 420% em São Paulo, diz Procon

Produtos como borracha e estojo de giz de cera têm variação de preço de mais de 300% em diferentes regiões da capital paulista, aponta pesquisa

O preço do material escolar pode ter diferenças de até 420% para um mesmo produto, segundo pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP entre 14 e 16 de dezembro do ano passado. Em janeiro de 2015, a variação dos preços médios havia sido bem menor, de 6,02%. No levantamento mais recente, foram avaliados 243 produtos em dez papelarias de São Paulo.

A borracha de látex branca, que custava 48 centavos na zona norte paulistana, é vendida atualmente por cinco vezes mais (2,50 reais) em uma papelaria da zona oeste. A diferença, de 420%, foi a maior encontrada para um mesmo produto em estabelecimentos diferentes. Para o estojo com quinze cores de giz de cera, a diferença chegou a 336,84%. O produto custa 1,90 reais em um estabelecimento e 8,30 reais em outro.

A caneta esferográfica chega a custar quase três vezes mais – no local mais barato, ela sai por 55 centavos e, no mais caro, por 1,35 real – uma diferença de 145,45%. A cola em bastão de vinte gramas foi cotada, em média, por 4,28 reais – 3,30 reais no estabelecimento com melhor preço e 6,75 reais na papelaria com valor mais elevado.

Em nota, a diretora executiva da Fundação Procon-SP, Ivete Maria Ribeiro, diz que as diferenças apuradas constataram a necessidade de comparação antes da compra. “É importante que o consumidor visite diferentes estabelecimentos e sites, compare os preços, negocie descontos e prazos para pagamento”, afirma.

O caderno de dez matérias teve variação de 73,87%, sendo cotado a 22,20 reais na papelaria mais barata e a 34,60 reais na mais cara. Esse mesmo produto tem, no entanto, versões mais econômicas, dependendo da imagem da capa. As versões com imagens de super-heróis ou marcas famosas ficam, em média, entre 23,05 e 25,24 reais. A versão sem esse tipo de referência foi encontrada pelo preço médio de 8,73 reais.

Por isso, o Procon destaca que nem sempre o material mais sofisticado é de melhor qualidade ou atende melhor aos estudantes. “Evite comprar materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados, porque geralmente os preços são mais elevados”, ressalta a entidade.

Para ajudar os pais a economizar, o Procon recomenda que seja feita uma avaliação do que sobrou de material escolar do ano anterior, para evitar compras desnecessárias.

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(Com Agência Brasil)