Poupança tem o pior resultado para novembro desde 2011

Depósitos superaram saques em apenas R$ 2,53 bilhões no mês passado, o menor saldo em três anos. No ano, resultado é 69% inferior ao de 2013

A caderneta de poupança registrou uma captação líquida (diferença entre depósitos e saques) de 2,53 bilhões de reais em novembro, o pior resultado para o mês desde 2011, quando o saldo havia ficado positivo em apenas 30,7 milhões de reais. No acumulado do ano até o mês passado, a captação líquida da poupança está em 18,60 bilhões de reais. O saldo é 69% menor do que o verificado em idêntico período de 2013, quando somou 59,845 bilhões de reais. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, pelo Banco Central (BC).

Em agosto, a captação de recursos dessa aplicação foi de 518 milhões de reais; em setembro, de 1,37 bilhão de reais, e, em outubro, de 540 milhões de reais. Já em novembro do ano passado, a captação foi positiva em 6,4 bilhões de reais, o maior valor para o mês da série histórica iniciada em 1995.

Leia mais:

Mais da metade das pessoas com mais de 60 anos não tem poupança

Mercado espera PIB menor e inflação a 6,49% em 2015

Poupança tem o pior resultado para outubro desde 2008

Como visto nos meses anteriores, por pouco o saldo da caderneta não ficou negativo em novembro. Apenas no último dia útil do mês (28), os ingressos foram maiores do que as retiradas de recursos em 5 bilhões de reais, o que ajudou a reverter o resultado acumulado até então. Até o dia 27, os saques superavam as aplicações em quase 2,5 bilhões de reais. É comum haver concentração dos investimentos na caderneta no último dia útil de cada mês, com a aplicação das sobras dos salários dos poupadores.

Apesar de ter mostrado enfraquecimento no segundo semestre, a aplicação ainda segue como importante investimento entre os brasileiros. Desde maio de 2012, há mudanças nas regras de remuneração da aplicação. Pela nova forma, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a taxa básica está em 11,75% ao ano. Quando o juro sobe a partir de 8,75% ao ano, passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais TR.

(Com Estadão Conteúdo)