Plenário do Senado vota reforma trabalhista na semana que vem

Jucá diz que o governo ainda está discutindo a MP que Temer se comprometeu a editar para atender os pleitos dos parlamentares após aprovação da proposta

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), deve pautar requerimento de urgência para a votação da reforma trabalhista no plenário da Casa nesta terça-feira. Se o pedido for aprovado, o projeto só pode entrar na pauta após duas sessões ordinárias. A expectativa é de que a apreciação do texto fique para o início da semana que vem.

Nesta segunda-feira, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), destacou que a definição do calendário cabe a Eunício, mas confirmou que a urgência deverá ser votada na terça e o mérito na semana seguinte. Caso houvesse acordo, a votação poderia ser antecipada. “O entendimento será pactuado na reunião de líderes amanhã”, escreveu no Twitter.

“Em relação à reforma trabalhista, a definição do calendário é do presidente Eunício. A ideia é que amanhã a gente vote a urgência. A votação do requerimento de urgência deverá ser amanhã depois da ordem do dia e não mais em sessão extraordinária que foi cancelada”, disse Jucá.

Ele afirmou que o governo ainda está discutindo os termos da Medida Provisória (MP) que o presidente Michel Temer se comprometeu a editar para atender os pleitos dos parlamentares após a eventual aprovação da proposta. “Em relação ao imposto sindical, não temos ainda uma definição”, destacou o líder do governo.

Sem pressa

Na última quinta-feira, após aprovação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Eunício adiou a votação da urgência da reforma no plenário devido ao esvaziamento no plenário e por pressão da oposição para adiar a apreciação do requerimento. À imprensa, ele disse não ter pressa para colocar o tema em votação.

“Pode ser votada semana que vem, mas meu compromisso com a Casa é de votar essa matéria até o início do recesso (dia 18 de julho). Não tenho angústia para votar isso hoje, segunda ou terça-feira.”

Eunício ponderou que vai respeitar a oposição durante o debate no plenário, mas “não vai permitir tumulto” sobre uma matéria que considera “legítima”. “Sempre digo que não sou líder do governo, sou o presidente de todos do Congresso.”

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. ADRIANOVIAJANTE007

    São políticos desqualificados que só querem arruinar os trabalhadores com tais malditas reformas.

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  2. Como pode um bando de políticos corruptos promover qualquer alteração na legislação trabalhista sempre a dano dos trabalhadores? Que moral têm eles? Que legitimidade pode ter essa corja envolvida em tantos escândalos de corrupção? Agora ninguém quer mais participar de passeatas. ninguém quer fazer greve. Nem mesmo bater panelas. Só mesmo nesse lixo de país.

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  3. Esse congresso precisa parar de covardia e votar logo essas reformas que são sim importantes para tirar o país da letargia e parar de serem pautados por PGR e imprensa. O país está ansioso para voltar a crescer e gerar empregos. Vamos congresso, à luta!!!!

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