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Plantio de arroz cai com baixo preço, alto custo e clima

Por Tomas Okuda

São Paulo – A área de plantio com arroz deve apresentar forte retração de 9,5% na safra 2011/12, para 2,55 milhões de hectares, conforme o quarto levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado hoje. Segundo a Conab, a redução da área semeada é provocada pela “dificuldade de comercialização, preços pouco atrativos, aumento no custo de produção e falta de água nos reservatórios”.

Os técnicos da estatal explicam que a variação na área está relacionada ao arroz da região Centro-Sul, uma vez que nas regiões Norte e Nordeste, a semeadura é feita a partir de deste mês “e os produtores dependem do comportamento do clima para definiram o tamanho da área que irão cultivar”.

A produção nacional de arroz pode ficar ao redor de 11,46 milhões de toneladas em comparação com 13,61 milhões de t na safra 2010/11 (menos 15,8%). De acordo com a Conab, os mananciais de irrigação do Rio Grande do Sul ficaram abaixo da capacidade de irrigação e a previsão é de chuvas abaixo da média para o próximo trimestre. Para as regiões Norte e Nordeste, cuja semeadura começa a partir deste mês, o clima também é fator limitante na intenção de plantio.

Feijão

A produção nacional de feijão na primeira safra 2011/12 está estimada em 1,37 milhões de toneladas, correspondendo a uma queda de 18,4% em relação à safra anterior (309 mil toneladas a menos). A maior queda está prevista para ocorrer em Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul.

Segundo a Conab, o comportamento climático “ajudou a cultura na fase inicial do ciclo, mas, no terço final a estiagem no Paraná e no Rio Grande do Sul e as chuvas em Minas Gerais e em São Paulo prejudicaram a cultura, tanto na produção como na qualidade do produto”.

A fase predominante do feijão primeira safra é a de frutificação e colheita. Em virtude de o feijão ter o ciclo reprodutivo relativamente curto, em um mesmo período de safra é possível encontrar áreas em germinação até áreas já colhidas. Por isso, comenta a Conab, existe dificuldade para “a análise do comportamento do feijão durante a produção e a comercialização”.

A Conab explica que o levantamento de campo que será realizado neste mês trará informações sobre a área, produtividade e produção esperadas para o feijão segunda safra.