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PF investiga fraude em empréstimos do BNDES para a JBS

Foram expedidos pela Justiça 37 mandados de condução coercitiva e 20 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira operação que investiga fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), através de seu braço de investimentos BNDESPar, a uma grande empresa do ramo de proteína animal. Segundo fontes da PF, o alvo seria a JBS.

Os aportes, realizados a partir de junho de 2007, tinham como objetivo a aquisição de empresas também do ramo de frigoríficos no valor total de 8,1 bilhões de reais.

A PF também investiga a suspeita de envolvimento da  firma de consultoria do ex-ministro Antonio Palocci no esquema.

“Realizadas após a contratação de empresa de consultoria ligada a um parlamentar à época, as operações de desembolso dos recursos públicos tiveram tramitação recorde”, disse a PF em nota, sem citar o nome da consultoria. “Além disso, essas transações foram executadas sem a exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, gerando um prejuízo de aproximadamente 1,2 bilhão de reais aos cofres públicos.”

O ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, também é alvo da operação.  Houve busca e apreensão em sua residência, segundo informações da GloboNews.

A operação foi chamada “Bullish” – referência à tendência de valorização gerada entre os operadores do mercado financeiro em relação aos papéis da empresa investigada devido ao aporte do BNDES, segundo a polícia.

Foram expedidos pela Justiça 37 mandados de condução coercitiva e 20 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, além de medidas de indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas que participam direta ou indiretamente da composição acionária do grupo empresarial investigado.

Procuradas pela reportagem, a JBS disse por meio de nota que sua relação com bancos públicos é feita de forma “profissional e transparente”. “Todo o investimento do BNDES na Companhia foi feito por meio da BNDESPar, seu braço de participações, obedecendo a regras de mercado e dentro de todas as formalidades. Esses investimentos ocorreram sob o crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em consonância com a legislação vigente. Não houve favor algum à empresa”, diz trecho da nota.

Os advogados de Luciano Coutinho disseram em nota que o ex-presidente do BNDES afirma que as operações foram feitas de maneira regular, que não ainda não tiveram acesso ao processo, e que ele está à disposição das autoridades para esclarecimentos. “Coutinho está absolutamente tranquilo e encontra-se no exterior em compromisso profissional previamente agendado, regressando ao Brasil no começo da semana que vem, quando poderá prestar todos os esclarecimentos pertinentes sobre o caso”, disseram.

O advogado do Palocci, José Roberto Batochio, disse que ainda não teve acesso ao processo, mas que acredita que não há nenhum elemento que incrimine seu cliente. Isso porque, segundo ele, a relação da consultoria do ex-ministro com grandes empresas, como a JBS ,já foi alvo de outras cinco investigações por outros órgãos públicos e foram arquivadas porque comprovou-se que Palocci realmente prestou os serviços.

O BNDES disse, por meio de nota, que está buscando mais informações sobre a operação junto à Polícia Federal, que colabora com as autoridades, e fará um novo pronunciamento ainda hoje.

Greenfield

A JBS faz parte da holding de investimentos J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Os dois empresários foram proibidos pela Justiça no ano passado de comandar empresas em decorrência de uma outra operação da PF, a Greenfield, e só foram liberados da restrição após a J&F aceitar apresentar garantia financeira de 1,5 bilhão de reais.

Em março deste ano, a Justiça Federal de Brasília determinou o afastamento de Joesley Batista da presidência do conselho da J&F por ter descumprido termo de acordo no âmbito da operação Greenfield, que investiga suspeitas de irregularidades em fundos de pensão de estatais envolvendo a holding J&F.

Apesar de não citar a empresa, a Polícia Federal disse no comunicado sobre a operação Bullish que os controladores do grupo investigado estão proibidos, em razão de decisão judicial, de promoverem qualquer alteração societária na empresa investigada e de se ausentar do país sem autorização judicial prévia.

A Polícia Federal informou ainda que monitora cinco investigados que se encontram atualmente em viagem ao exterior.

(Com Reuters)

Comentários

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  1. Assalto planejado à Democracia brasileira.

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  2. Ezequiel lima feitosa

    Este assalto nem precisou de dinamites pra estourar o caixa eletrônico. Precisou de um único ladrão pra estourar os cofres públicos(Palocci).kkkkkkk

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  3. Artur Britto

    JBS foi usada para lavar dinheiro do BNDS, pertence ao Lula e família, os irmão Wesley e Joesley Batista são apenas laranjas do esquema criminoso do PT;.

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  4. Geraldo Oliveira

    O conluio de um governo com setores empresariais para assaltar os cofres públicos! Quadrilheiros, bandidos!

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  5. Ataíde Jorge de Oliveira

    1
    1_gOVERno_MiNiMaMENTE_$éRÏO
    TEM_D $úBïTO : mANDaR FECHAR
    E$$A_j@ççA_D
    *_DÏnHeiRO do POVãO_*
    P A R A
    : RATaZaNa$$:1.000,00$$

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  6. Dupla wesley e joesley tem muito que cortar na carne.

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  7. Wilson A. Zamignani

    OS PETISTAS ROUBARAM O BNDS PRA FINANCIAR DITADURAS E DITADORES SOCIALISTAS

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  8. Tem que apurar quantos milhões de dólares o vagabundo verme lulladrão recebeu desses empréstimos fraudulentos.
    Assim como nesses empréstimos fraudulentos, o verme vagabundo lulladrão recebeu bilhões de dólares do roubo para o vagabundo ladrão que se dizia o mais rico do país, sem nunca ter um centavo no bolso.

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  9. Rômulo Pinheiro

    O BNDes em vez de “dar” dinheiro a juros irrisórios para um “amigo do rei”, que concentrou ainda mais o mercado, deveria emprestar este mesmo valor a milhares de pequenas e médias empresas que lutam perante a burocracia do banco e não conseguem o empréstimo que fomentaria seu negócio, e geraria emprego e renda por todo o país.

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