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Petróleo fecha em baixa em NY e em Londres, influenciado por reservas

Os preços dos contratos futuros de petróleo recuaram nesta quarta-feira em Nova York, devolvendo quase todo o ganho de terça-feira. Em Londres também houve forte baixa na sessão.

Segundo especialistas, o aumento maior que o previsto das reservas de petróle nos Estados Unidos na semana passada e a realização de lucros foram os principais fatores que influenciaram o desempenho do pregão desta quarta-feira.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação para o “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em novembro terminou a 81,21 dólares, em queda de 3,24 dólares em relação à terça-feira.

No IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do mar do Norte com igual vencimento perdeu 3,33 dólares, a 103,81 dólares no fechamento.

Após abrir em baixa moderada, os preços foram afetados pela publicação dos dados semanais do Departamento de Energia dos EUA, sobre a evolução das reservas petrolíferas no país, maior consumidor mundial da commodity.

De acordo com o Departamento, as reservas de petróleo avançaram em 1,9 milhão de barris, para 341 milhões de barris na semana que terminou no dia 23 de setembro, contra um aumento de 700.000 esperado pelos analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires.

As reservas haviam acumulado queda de 18 milhões de barris nas três semanas anteriores.

Já as reservas de gasolina aumentaram em 800.000 barris, a 214,9 milhões, em linha com o esperado pelos analistas.

Os produtos destilados, entre eles o gasóleo e o fuel oil para calefação, aumentaram em 100.000 barris, para 157,7 milhões de barris, também em linha com o previsto pelos especialistas.

“O aumento da oferta foi bastante significativo e se somou ao estado de cautela da economia”, disse o analista da Again Capital, John Kilduff.

Os preços do petróleo, que haviam perdido mais de oito dólares na semana passada, recuperaram mais de quatro dólares na terça-feira e devolveram quase todo o ganho nesta sessão.

“O mercado se animou ontem com a possibilidade de recuperação europeia, mas mostrou hoje que as dúvidas ainda persistem”, afirmou o analista da PFG Best, Phil Flynn.

“O mercado continua monitorando a crise grega e segue preocupado”, disse.