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Petrobras desaba, e Bovespa recua 3,5%; dólar sobe 1,4%

Possível corte no preço da gasolina afetou papéis da estatal; quadro de incerteza política também afetou humor dos investidores

A Bovespa fechou em queda nesta segunda-feira, pressionada particularmente pelo tombo das ações da Petrobras, na esteira de notícias sobre eventual redução nos preços de combustíveis pela estatal e do recuo das cotações do petróleo no exterior. O Ibovespa caiu 3,52%, a 48.779 pontos, a maior queda porcentual diária desde 15 de março. Apenas duas ações das 61 listadas no índice encerraram no azul.

O quadro político incerto no país, principalmente no possível processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e a fraqueza em Wall Street endossaram o tom negativo que prevaleceu no primeiro pregão da semana. O giro financeiro da sessão somou apenas 5,46 bilhões de reais, bem abaixo da média diária de 9,2 bilhões de reais registrada em março.

“As incertezas na política geram cautela, principalmente quando ainda não se tem uma clareza do posicionamento dos deputados sobre o processo (de impeachment)”, disse a Guide Investimentos em nota a clientes.

A Petrobras fechou com as preferenciais (sem direito a voto) em queda de 9,33%, em meio à reação negativa de investidores a notícias sobre possível corte nos preços da gasolina e do diesel pela companhia, além do declínio dos preços do petróleo no mercado externo.

Dólar – O dólar fechou em alta e foi acima de 3,60 reais nesta segunda-feira, com investidores preferindo estratégias mais defensivas em meio ao noticiário político intenso no Brasil e à atuação do Banco Central. O avanço foi de 1,43%, a 3,61 reais.

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(Com Reuters)