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Para Fiesp, medidas são positivas mas ‘insuficientes’

Por Equipe AE

São Paulo – A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) considera positivas as medidas de estímulo à economia, anunciadas pelo governo nesta quarta-feira, mas “insuficientes frente à necessidade de reanimar a economia brasileira”.

A entidade afirmou, em nota divulgada à imprensa, que o Brasil precisa recuperar a sua competitividade por meio de medidas adicionais que reduzam os custos de produção no País. “São necessárias ações efetivas que reduzam a carga tributária, diminuam o custo da energia elétrica e do gás, melhorem a infraestrutura e a logística e eliminem o excesso de burocracia.”

A Fiesp elogiou o corte na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), de 6% ao ano para 5,5% ao ano, para aliviar as despesas financeiras e incentivar novas operações junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A federação mencionou ainda que os gastos de R$ 8,4 bilhões em compras governamentais para estimular a economia brasileira terão ainda de passar por processo de licitação. Para a Fiesp, esse processo não deixa tempo hábil para aplacar os efeitos do baixo crescimento econômico. “Além disso, corre-se o risco de parte dessas aquisições virar importação, uma vez que a margem de preferência (conteúdo nacional) não parece suficientemente definida.”

No curto prazo, o presidente da entidade, Paulo Skaf, que assina a nota, pede alongamento de prazos de recolhimento de impostos federais e estaduais. “Dessa forma, haveria mais liquidez para todas as empresas e isso estimularia a economia como um todo.”