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PANORAMA3-Petróleo e bolsas dos EUA amenizam perdas acumuladas

SÃO PAULO, 22 Jun (Reuters) – Os mercados norte-americanos reagiram às fortes quedas da véspera e, embora não tenham conseguido anular as perdas anteriores, fecharam o último dia da semana em terreno positivo, com destaque para os rebotes não apenas nas bolsas, como também em commodities, como o petróleo.

Em Wall Street, as ações do setor bancário foram as principais responsáveis pelas altas, após os principais índices terem registrado na quinta-feira sua pior sessão em três semanas, refletindo evidências de desaceleração no crescimento da atividade manufatureira global.

Investidores minimizaram o rebaixamento dos ratings de crédito de instituições bancárias anunciado na véspera -após o fechamento dos mercados-, pela agência de classificação de risco Moody’s. Ainda assim, os principais índices acionários norte-americanos acumularam queda na semana.

No mercado de commodities, os futuros do petróleo norte-americanos, que haviam atingindo mínima de oito meses e queda de 4 por cento na sessão anterior, avançou quase a metade, por conta de uma possível tempestade que ameaça interromper a produção de petróleo no Golfo do México. Ainda assim, acumularam perda de 5 por cento na semana.

As bolsas da Europa, com exceção de Madri, impulsionada pelas notícias de auxílio ao setor bancário espanhol, operaram em trajetória inversa, mostrando maior aversão ao risco em meio aos recentes dados que sugeriram enfraquecimento da atividade em nível global.

Dessa forma, as principais ações do continente fecharam em queda pela segunda sessão consecutiva, tendo também como pano de fundo nesta sexta-feira a divulgação de que o sentimento de negócios na Alemanha, maior economia da Europa, atingiu o menor nível em mais de dois anos.

Se nos EUA o apetite por risco foi maior, e na Europa, menor, no Brasil, a Bovespa encerrou os negócios praticamente estável nesta sexta-feira, após oscilar entre os campos positivo e negativo durante o dia, diante do cenário ainda de incertezas na zona do euro.

O destaque no conturbado panorama político e econômico do bloco monetário continental nesta sexta-feira foi o fato de líderes Alemanha, França, Itália e Espanha terem concordado com um pacote de 130 bilhões de euros (156 bilhões de dólares) para tentar reanimar o crescimento econômico na Europa.

No mercado de câmbio, por sua vez, o euro tinha leve alta frente ao dólar, com o Banco Central Europeu (BCE) começando a aceitar uma gama maior de garantias em suas operações de empréstimo e também ativos de qualidade menor, visando à resolução dos problemas na Espanha.

No Brasil, a divisa norte-americana subiu ante o real pela terceira sessão seguida, com investidores ainda mantendo cautela diante de incertezas no exterior. A sessão desta sexta-feira marcou a nona consecutiva sem atuação do Banco Central por meio de leilões de swap cambial tradicional.

A autoridade monetária, reduziu, por sinal, de 68 bilhões de dólares para 56 bilhões de dólares, a projeção de déficit em transações correntes do país. o BC prevê ainda que o déficit em conta corrente ficará em 4,5 bilhões de dólares em junho.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reportou, por sua vez, que a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) efetiva subiu 1,4 ponto em maio ao passar de 42,6 pontos para 44 pontos em abril.

Apesar da alta, o indicador, que relaciona o uso efetivo da capacidade máxima de uma produção, permanece abaixo da linha divisória de 50 pontos, e mostra que há 18 meses a indústria opera com mais ociosidade do que o usual.

AGENDA

O calendário de divulgação de indicadores prevê uma segunda-feira intensa no ambiente doméstico.

Além do relatório Focus, com avaliações do mercado sobre a economia, da balança comercial semanal e do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da terceira quadrissemana de junho, será anunciado o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) referente a junho.

Também serão reportados na ocasião dados da dívida pública federal do último mês.

No exterior, os EUA recebem informações sobre a venda de casas novas em maio, com expectativa de analistas apontando crescimento de 346 mil, enquanto o Federal Reserve de Chicago divulga seu indicador de produção industrial também referente ao mês passado.

Veja como fecharam os principais mercados financeiros nesta sexta-feira:

CÂMBIO

O dólar fechou a 2,0647 reais, em alta de 0,48 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa fechou com leve baixa de 0,12 por cento, para 55.439 pontos. O volume financeiro ficou em 7,6 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros caiu 1,24 por cento, a 26.405 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

No call das 16h, o DI janeiro de 2014 operava estável em 8,050 por cento ao ano.

EURO

Às 18h28 (horário de Brasília), a moeda comum europeiaera cotada a 1,2572 dólar, ante 1,2541 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 129,188 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,452 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 5 pontos, para 207 pontos-básicos. O EMBI+ recuava 7 pontos, a 368 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones subiu 0,53 por cento, a 12.640 pontos, o S&P 500 registrou valorização de 0,72 por cento, a 1.335 pontos, e o Nasdaq subiu 1,17 por cento, aos 2.892 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto subiu 1,56 dólar, ou 1,99 por cento, a 79,76 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía, oferecendo rendimento de 1,6759 por cento, frente a 1,62 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código ).

(Por Frederico Rosas; Edição de Danielle Fonseca)