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PANORAMA3-Mercados avançam no último pregão antes de pleito grego

SÃO PAULO, 15 Jun (Reuters) – Na última sessão antes das eleições da Grécia, e que podem ser decisivas para a manutenção do país na zona do euro, os mercados mostraram otimismo nesta sexta-feira, apostando que os grandes bancos centrais estão prontos para adotar ações conjuntas caso o resultado do pleito cause tumulto nas praças financeiras.

Os principais índices das bolsas europeias, norte-americanas e brasileira fecharam em terreno positivo, a maioria flertando com altas próximas a 1 por cento, com alguns indicadores superando ainda esse patamar.

Nos Estados Unidos, dos três principais indicadores, apenas o Dow Jones não encerrou com ganhos superiores a 1 por cento, embora tenha acumulado alta de 1,7 por cento na semana, impulsionado na quinta-feira pelo impacto da informação sobre o amparo dos bancos centrais.

Alinhado com Wall Street, o Ibovespa acelerou os ganhos no período da tarde, subindo a 1 por cento nos ajustes finais do pregão e após ter passado a maior parte da sessão praticamente estável, com investidores refletindo, até então, mais cautela frente ao panorama europeu.

No mercado de câmbio, o dólar teve, por sua vez, um dia de perdas, tanto frente ao euro e a uma cesta de divisascomo quanto ao real, quando recuou pela segunda sessão seguida, na esteira do movimento externo e também na expectativa de mais medidas do governo no ambiente doméstico.

Fontes do G20 afirmaram à Reuters na quinta-feira que bancos centrais das principais economias estão prontos para adotar ações para estabilizar os mercados financeiros e prevenir um aperto do crédito no caso de o resultado das eleições na Grécia no domingo causar tumulto nas operações.

A Grécia vai às urnas neste domingo para a realização de sua segunda eleição parlamentar em pouco mais de um mês, após a primeira ter sido inconclusiva quanto à formação de um novo governo e em meio ao plano de resgate internacional e dúvidas sobre sua permanência na zona do euro.

Nesta sexta-feira, por exemplo, o líder conservador grego Antonis Samaras reforçou a ideia de polarização nas urnas afirmando a eleitores que devem escolher entre o euro ou o dracma (antiga moeda do país) no pleito.

O otimismo pela possível ajuda dos bancos centrais das grandes economias acabou por deixar ainda em segundo plano o impacto de dados pouco animadores, como os divulgados nesta sexta-feira nos Estados Unidos sobre a produção industrial e o sentimento do consumidor, este recuando para uma mínima de seis meses.

Na zona do euro, por sua vez, foi anunciado que o número empregados recuou no primeiro trimestre.

CRÉDITO A ESTADOS BRASILEIROS

No fronte doméstico, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o governo disponibilizou linha de crédito de 20 bilhões de reais para os Estados, tendo como pano de fundo a necessidade de estímulos ao crescimento econômico do país.

Mais cedo, o Banco Central havia informado que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou recuperação em abril quando comparado com março, embora indique ainda fraqueza da economia, segundo economistas.

O resultado do IBC-Br acabou refletido no mercado de juros futuros -junto com o cenário externo de maior otimismo-, com a maioria dos contratos registrando alta e sofrendo uma correção depois de seis sessões seguidas de queda.

Foi anunciado também nesta sexta-feira que o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou em junho, beneficiado por uma menor pressão tanto no varejo como no atacado, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

AGENDA

O calendário doméstico de indicadores prevê para segunda-feira, além da divulgação do relatório Focus do Banco Central, com análise e perspectivas do mercado sobre a economia, e da balança comercial semanal, o anúncio do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) referente à segunda quadrissemana de junho, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Veja como fecharam os principais mercados financeiros nesta sexta-feira:

CÂMBIO

O dólar fechou a 2,0444 reais, em queda de 0,66 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa subiu 1,36 por cento, para 56.104 pontos. O volume financeiro ficou em 9,8 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros subiu 1,03 por cento, a 27.060 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

No call das 16h, o DI janeiro de 2014 estava em 8,090 por cento ao ano, ante 7,980 por cento no ajuste anterior.

EURO

Às 18h00 (horário de Brasília), a moeda comum europeiaera cotada a 1,2636 dólar, ante 1,2630 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 129,250 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,484 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 9 pontos, para 204 pontos-básicos. O EMBI+ caía 7 pontos, a 373 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones subiu 0,91 por cento, a 12.767 pontos, o S&P 500 registrou valorização de 1,03 por cento, a 1.342 pontos, e o Nasdaq avançou 1,29 por cento, aos 2.872 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto subiu 0,12 dólar, ou 0,14 por cento, a 84,03 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,5807 por cento, frente a 1,642 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código ).(Por Frederico Rosas; Edição de Patrícia Duarte)