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PANORAMA3-Bolsas sobem com menor apreensão com Grécia

SÃO PAULO, 3 de novembro (Reuters) – Num dia marcado pelo noticiário envolvendo a Grécia, as bolsas de valores globais conseguiram sustentar alta, depois de Atenas sinalizar que pode abandonar a ideia de um referendo e de o Banco Central Europeu (BCE) cortar o juro básico da zona do euro.

Em meio a uma enxurrada de informações sobre a possível renúncia do premiê grego, George Papandreou, investidores se concentraram na sinalização pelo primeiro-ministro de que pode desistir de um referendo sobre a ajuda internacional à Grécia caso obtenha um voto de confiança do Parlamento, segundo fontes do governo grego.

A ideia da consulta popular, anunciada por Papandreou no início da semana, causou tumulto nos mercados financeiros, já que pesquisas indicam que a maioria da população grega é contra as exigências impostas por credores externos ao país em troca do resgate, o que reforçou temores de que a Grécia declare moratória e provoque uma crise mais grave que extrapole a Europa.

O debate sobre o futuro da Grécia dominou a cúpula do G20, das principais economias do mundo, que está ocorrendo na cidade francesa de Cannes. No encontro, os líderes discutiram ainda um compromisso por parte da Itália de reduzir sua dívida e a definição de um plano de ação para promover o crescimento equilibrado da economia mundial.

O corte do juro pelo BCE também ajudou a aliviar as tensões, uma vez que mostrou que as autoridades estão de olho nos efeitos da crise de dívida sobre a economia.

As bolsas de valores em Nova York e na Europa fecharam com altas em torno de 2 por cento. A Bovespa superou os 58 mil pontos, mas o dólar anulou a queda verificada pela manhã e fechou perto da estabilidade ante o real.

Os juros futuros mostraram oscilações modestas, num dia fraco de indicadores domésticos. Vale citar os números de fluxo cambial do Banco Central, que mostraram saldo negativo de 105 milhões de dólares em outubro até dia 28. [ID:n1E7A20SF ]

A pauta local contou com a divulgação do balanço do Banco do Brasil . A maior instituição financeira do país reportou mais cedo que teve lucro líquido de 2,89 bilhões de reais no terceiro trimestre, alta de cerca de 10,1 por cento sobre um ano antes e acima das expectativas de analistas. Mas o lucro recorrente foi de 2,57 bilhões de reais e ficou aquém do esperado pelo mercado.

Na quinta-feira, investidores vão monitorar no Brasil a divulgação da leitura de setembro do índice de preços ao produtor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos EUA, o destaque são os dados sobre o mercado de trabalho em outubro, fora do setor agrícola, com estimativa de geração de 95 mil vagas. Na Europa, serão reportados números sobre o setor de serviços da zona do euro e de alguns países da região.

Veja o fechamento dos principais mercados nesta quinta-feira:

CÂMBIO

O dólar terminou a 1,7142 real, em alta de 0,25 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA O Ibovespa subiu 1,52 por cento, para 58.196 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 6,71 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS O índice dos principais ADRs brasileiros teve variação negativa de 0,01 por cento, a 31.088 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

No call das 16h, o DI janeiro de 2013 apontava 10,270 por cento ao ano, estável ante o ajuste anterior.

EURO

Às 18h45, a moeda comum europeia era cotada a 1,3820 dólar, ante 1,3746 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, mostrava estabilidade a 132,438 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 2,029 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

O risco Brasil caía 16 pontos, para 209 pontos-básicos. O EMBI+ cedia 20 pontos, a 344 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones subiu 1,76 por cento, a 12.044 pontos; o S&P 500 avançou 1,88 por cento, a 1.261 pontos, e o Nasdaq ganhou 2,20 por cento, a 2.697 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo de vencimento mais próximo teve alta de 1,56 dólar, ou 1,69 por cento, a 94,07 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía, oferecendo rendimento de 2,0752 por cento ante 1,989 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )

(Por José de Castro; Edição de Alexandre Caverni)