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PANORAMA2-Tensos, mercados miram Europa; Facebook estreia nos EUA

SÃO PAULO, 18 Mai (Reuters) – Os temores em relação ao futuro da Grécia e à situação dos bancos espanhóis mantêm os mercados internacionais apreensivos e mais voláteis nesta sexta-feira. Nos Estados Unidos, a estreia do Facebook na bolsa reforça a movimentação dos principais índices acionários, que passaram a ampliar suas perdas.

No mercado doméstico, com a piora no exterior, o dólar acelerou ganhos e chegou a subir 1 por cento ante o real. Foi divulgado ainda o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que apontou para uma atividade mais fraca do que o esperado pelo mercado, derrubando os juros futuros.

Os rumores de que a Grécia possa até sair da zona do euro continuam afetando os mercados. Segundo o comissário comercial da União Europeia (UE), Karel De Gucht, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) já estão trabalhando em cenários no caso de a Grécia ter de deixar o bloco.

Porém, o BCE correu para desmentir a informação e disse que não vai participar de nenhuma especulação envolvendo uma saída da Grécia do euro, acrescentando que sua preferência é para que o país permaneça no bloco de moeda única.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também conversou com o presidente grego, Karolos Papoulias, na manhã desta sexta-feira, e falou da esperança de Berlim para um governo em funcionamento na Grécia, afirmou um porta-voz de Merkel.

Na véspera, os bancos espanhóis voltavam a preocupar os mercados, com a Moody’s promovendo um downgrade em massa de 16 instituições do país, incluindo o Banco Santander, o maior da zona do euro. Todas as classificações da dívida de longo prazo dos bancos foram rebaixadas em pelo menos um nível, com alguns sendo cortados em três níveis.

Em meio à deterioração do cenário nos mercados, líderes do Grupo dos Oito (G8), que reúne os sete países mais ricos e a Rússia, reúnem-se neste fim de semana para tentar evitar uma crise de maiores proporções na Europa.

Com isso, as bolsas do continente fecharam no vermelho nesta sexta-feira. O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em queda de 1,18 por cento, aos 969 pontos, atingindo seu menor nível em cinco meses.

FACEBOOK, BOVESPA E DÓLAR

As bolsas norte-americanas, por sua vez, chegaram a registrar alta pela manhã com a iminência da estreia do Facebookno mercado, ajudando a elevar o sentimento de confiança do investidor. Entretanto, depois dessa estreia, os principais índices passaram a operar em queda e também seguem pressionados pelas preocupações com a situação europeia.

A ação do Facebook estreou em Wall Street cotada a 42,05 dólares nesta sexta-feira, ante o preço de 38 dólares de sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

No entanto, os papéis da companhia já perderam os ganhos. Em menos de cinco minutos, foram movimentados cerca de 100 milhões de ações.

No Brasil, a piora dos mercados levou o dólar a ampliar ganhos e chegar a subir mais de 1 por cento, ficando acima de 2,02 reais.

Segundo operadores, o movimento ainda é impulsionado por alguma especulação no mercado local, já que o dólar está subindo no Brasil mais do que ante outras moedas.

Frente a uma cesta de divisas, por exemplo, a divisa norte-americana tinha, às 13h49 (horário de Brasília), queda de 0,07 por cento. Já o euro subia 0,39 por cento no mesmo horário.

Foi divulgado nesta sexta-feira que o IBC-Br registrou alta de 0,15 por cento no primeiro trimestre deste ano quando comparado com o quatro trimestre do ano passado.

O índice ainda recuou 0,35 por cento em março frente a fevereiro, registrando o terceiro mês seguido de contração. Economistas ouvidos pela Reuters previam alta de 0,50 por cento na variação mensal.

Os dados, que reforçaram perspectivas de um crescimento menor do Brasil neste ano, estão levando os juros futuros a ter fortes quedas, além do ambiente externo.

Veja como estavam os principais mercados financeiros às 13h52 (Brasília) desta sexta-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 2,0237 real, em alta de 0,90 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa subia 1,1 por cento, para 54.635 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 4,0 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros caía 0,17 por cento, a 26.443 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

O DI janeiro de 2014 estava em 8,080 por cento ao ano, ante 8,180 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,2733 dólar, ante 1,2693 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 131,188 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,146 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 1 ponto, para 226 pontos-básicos. O EMBI+ também recuava 1 ponto, a 382 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones caía 0,07 por cento, a 12.433 pontos, o S&P 500 tinha leve alta de 0,02 por cento, a 1.305 pontos, e o Nasdaq perdia 0,10 por cento, aos 2.810 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto registrava baixa de 0,59 dólar, ou 0,64 por cento, a 91,98 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía, oferecendo rendimento de 1,7192 por cento, frente a 1,690 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código ).(Reportagem de Danielle Fonseca; Edição de Frederico Rosas)