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PANORAMA2-Dólar sobe ante real em dia de novas preocupações

SÃO PAULO, 10 Abr (Reuters) – Os mercados têm mais um dia de preocupação com a economia global nesta terça-feira, com o dólar avançando frente ao real e a maioria das bolsas em queda -assim como na véspera, quando dados mais fracos do mercado de trabalho norte-americano trouxeram pessimismo aos principais pregões.

Com o cenário de maior aversão ao risco e sem indicadores fortes o suficientes para promover melhoras, o dólar se valorizou ante diversas moedas. Às 13h27, ante uma cesta de divisas, por exemplo, a moeda tinha alta de 0,26 por cento.

Ante o real, a divisa norte-americana acompanha o ambiente externo, chegando a subir mais de 1 por cento e devolvendo a queda de 0,31 por cento vista na segunda-feira, quando fechou cotada a 1,8190 real.

Continua também a expectativa dos operadores de que possam ser adotadas mais medidas no câmbio, já que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça que o governo continuará fazendo uma política que evitará mais valorizações do real frente ao dólar.

Ainda no mercado doméstico, números ainda não sinalizam uma atividade industrial forte, já que a utilização da capacidade instalada (UCI) na indústria brasileira caiu para 82,1 por cento em fevereiro, contra 82,4 por cento em janeiro, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A piora do quadro internacional ainda está reforçando o cenário do Banco Central (BC) e levando a uma maior queda da maioria dos contratos de juros futuros, principalmente os dos DIs com prazos mais longos.

Além disso, declarações do presidente do BC, Alexandre Tombini, e a da presidente Dilma Rousseff na véspera, reforçaram a estratégia do BC de que a Selic deve ser reduzida a até 9 por cento ao ano.

A presidente Dilma disse esperar que os juros brasileiros venham a convergir para taxas próximas aos padrões internacionais, sendo que o BC deixou claro na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que deve levar a Selic, atualmente em 9,75 por cento, a 9 por cento ao ano.

No cenário externo, dados mistos da China e uma possível desaceleração do país também pesavam nos mercados, já que, apesar de Pequim ter registrado alto superávit comercial, com as exportações subindo 8,9 por cento na comparação anual, as importações ficaram abaixo das expectativas, com avanço de 5,3 por cento.

Os dados chineses afetavam ainda mais a bolsa brasileira, que ampliou perdas e passou a cair mais de 2 por cento, levando à queda de ações de peso, como as da Vale.

Na Alemanha, por sua vez, o comércio com os países de fora da zona do euro impulsionou as exportações do país pelo segundo mês seguido em fevereiro, embora o superávit comercial geral alemão ainda tenha registrado queda.

Nos Estado Unidos, os dados também não foram suficientes para uma melhora, já que, apesar dos estoques no atacado terem crescido mais do que o esperado em fevereiro, há pequenos sinais de acúmulo de estoques.

Veja como estavam os principais mercados financeiros às 13h47 desta terça-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 1,8337 real, em alta de 0,81 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa caía 2,04 por cento, para 61.642 pontos.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros caía 1,87 por cento, a 31.644 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

O DI janeiro de 2014 estava em 9,110 por cento ao ano, ante 9,180 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3080 dólar, ante 1,3100 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 132,250 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,143 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 1 ponto, para 195 pontos-básicos. O EMBI+ avançava 4 pontos, a 342 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones caía 1,17 por cento, a 12.778 pontos, o S&P 500 tinha baixa de 1,31 por cento, a 1.363 pontos, e o Nasdaq perdia 1,42 por cento, aos 3.003 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto registrava baixa de 1,17 dólar, ou 1,14 por cento, a 101,32 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,9876 por cento, frente a 2,047 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )