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PANORAMA2-Bolsas têm alta com dados dos EUA, apesar da Grécia

SÃO PAULO, 11 Mai (Reuters) – Apesar da preocupação com a situação da Grécia e da zona do euro, a maioria das bolsas inverteu a tendência de queda vista pela manhã e passou a subir nesta sexta-feira, lideradas pelos índices nos Estados Unidos, onde investidores estão vendo oportunidades para compras em cenário com indicadores positivos.

No mercado doméstico, os mercados seguiam o movimento externo, com a Bovespa em alta e com o dólar passando a operar em queda ante o real. A exceção eram os juros futuros, que seguiam em baixa com perspectivas de mais reduções da taxa básica da economia, a Selic.

O indicador de sentimento do consumidor nos EUA colaborou para uma melhora das bolsas, ao avançar para o maior nível em mais de quatro anos no início de maio. A leitura preliminar mensal do índice foi de 77,8, ante 76,4 em abril, superando as previsões, que apontavam para 76,2.

Com isso, os principais índices acionários europeus fecharam em terreno positivo nesta sexta-feira. O índice FTSEurofirst 300 , que reúne as principais ações europeias, fechou em alta de 0,34 por cento, aos 1.022 pontos.

Na Grécia, no entanto, a indefinição política persiste, já que o líder do partido moderado grego Esquerda Democrática, Fotis Kouvelis, minimizou as esperanças de um acordo de coalizão nesta sexta-feira, afirmando que não faria parte de qualquer governo pró-resgate e que o país se encaminha para novas eleições.

Ainda há dúvidas sobre se a Grécia pagará uma quantia remanescente de 430 milhões de euros em títulos com vencimento no próximo dia 15, e que não estavam incluídos em um maior swap de títulos da dívida grega. O ministro das Finanças grego disse nesta sexta-feira que pediu ao primeiro-ministro do país para decidir se Atenas pagará o valor.

Mais cedo, notícias da China mantiveram as dúvidas sobre o ritmo de crescimento da economia do país. Dados industriais chineses foram anunciados abaixo do esperado, com desaceleração nas vendas no varejo e queda nos preços.

No cenário doméstico, a bolsa brasileira chegou a subir até mais 1 por cento. Já o dólar, que chegou a ficar estável na maior parte da manhã, passou a operar em queda ante o real com a melhora externa.

Em relação a uma cesta de moedas, a divisa norte-americana tinha, às 13h37 (horário de Brasília), variação positiva de 0,07 por cento, enquanto o euro ganhava 0,05 por cento.

Já os juros futuros operavam em queda, com expectativa de mais cortes da Selic -atualmente em 9 por cento ao ano-, já que, em geral, indicadores mostram que a economia brasileira não está voltando a crescer com mais força, o que deve levar o governo a continuar a reduzir os juros.

Na véspera, membros da equipe econômica, com declarações principalmente do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, indicaram que o governo não está vendo a alta do dólar como um problema à trajetória da inflação, o que também reforçou as expectativas de mais cortes na Selic.

Dados do emprego na indústria, divulgados nesta sexta-feira, ainda apontaram para uma atividade fraca. Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o emprego no setor caiu 0,4 por cento em março sobre fevereiro, recuando 1,2 por cento na comparação com o mesmo mês de 2011.

Veja como estavam os principais mercados financeiros às 13h39 (Brasília) desta sexta-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 1,9430 real, em queda de 0,47 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa subia 0,58 por cento, para 60.046 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 2,8 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros subia 0,23 por cento, a 29.152 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

O DI janeiro de 2014 estava em 8,400 por cento ao ano, ante 8,460 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,2941 dólar, ante 1,2935 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 132,000 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 0,980 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil seguia estável, para 195 pontos-básicos. O EMBI+ avançava 4 pontos, a 340 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones subia 0,27 por cento, a 12.890 pontos, o S&P 500 tinha alta de 0,33 por cento, a 1.362 pontos, e o Nasdaq ganhava 0,70 por cento, aos 2.954 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto registrava baixa de 0,45 dólar, ou 0,48 por cento, a 96,61 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,8514 por cento, frente a 1,8740 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código ).(Reportagem de Danielle Fonseca; Edição de Frederico Rosas)