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PANORAMA2-Bolsas e commodities sobem com previsão da Alcoa

SÃO PAULO, 10 Jan (Reuters) – O apetite por risco prevalecia nas praças financeiras globais nesta terça-feira, depois que os resultados da Alcoa, divulgados na véspera, alimentaram esperanças de que o impacto da crise na zona do euro sobre as perspectivas das empresas possa não ter sido tão forte quanto o imaginado.

A Alcoa, maior produtora de alumínio dos Estados Unidos, informou na segunda-feira que teve prejuízo no quarto trimestre do ano passado, mas deu uma previsão positiva para a demanda de metais em setores como aeroespacial, construção civil e outras indústrias.

A projeção da companhia aliviou preocupações de que os problemas na Europa estejam minando a confiança dos empresários, algo que poderia contaminar as perspectivas e deter a já frágil recuperação mundial.

Dados de comércio da China também ajudavam a manter o apetite por risco. Apesar de as exportações e importações do país terem tido em dezembro o menor crescimento em mais de dois anos, o mercado preferia se concentrar na avaliação de que a debilidade dos recentes números deve levar o governo chinês e adotar mais medidas de estímulo.

As commodities — consideradas termômetro da atividade econômica — figuravam entre os ativos de melhor desempenho nesta sessão, dando suporte ainda a moedas ligadas a matérias-primas, como o real e o dólar australiano. O euro flertava com a cotação de 1,28 dólar, enquanto as ações na Europa, Estados Unidos e Brasil subiam mais de 1 por cento.

A moeda brasileira era uma das que mais se valorizavam no mundo nesta terça-feira, no maior nível em mais de um mês, diante de perspectivas de entradas de recursos após emissões corporativas e da melhora no cenário internacional.

Os juros futuros registravam leve queda, ajustando-se a altas recentes e com investidores repercutindo novos sinais de desaceleração na atividade econômica a uma semana do primeiro dia da reunião que decidirá o rumo do juro básico.

A agenda doméstica contou com a divulgação do Índice de Confiança do Comércio (Icom) calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice recuou 6,8 por cento na comparação entre a média do trimestre findo em dezembro de 2011 com o mesmo período do ano anterior, para 128,4 pontos.

O resultado foi o pior desde maio do ano passado e, na visão da FGV, confirma o momento de desaceleração da atividade no setor.

Vale lembrar que o Banco Central (BC) já informou que os números da pesquisa serão levados em conta nas decisões de política monetária, inclusive na que ocorrerá no próximo dia 18.

Do noticiário corporativo, o empresário Eike Batista acertou a entrada da gigante alemã do setor elétrico E.ON em sua empresa de energia MPX, em um acordo que também envolve investimento de 9 bilhões de reais pelo grupo europeu e igual valor pela MPX em projetos, disseram à Reuters duas fontes próximas às negociações.

Veja como estavam os principais mercados às 13h16 desta terça-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 1,8027 real, em queda de 1,74 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa subia 1,68 por cento, para 60.072 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 960 milhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

Às xhx, o índice dos principais ADRs brasileiros subia 2,77 por cento, a 31.169 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

O DI janeiro de 2013 estava em 10,000 por cento ao ano ante 10,040 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,2795 dólar, ante 1,2765 dólar no fechamento anterior.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 132,168 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,725 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 6 pontos, para 214 pontos-básicos. O EMBI+ cedia 6 pontos, a 373 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones subia 0,79 por cento, a 12.490 pontos, o S&P 500 tinha alta de 1,08 por cento, a 1.294 pontos, e o Nasdaq registrava ganho de 1,22 por cento, aos 2.709 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto subia 1,39 dólar, ou 1,37 por cento, a 102,70 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía, oferecendo rendimento de 1,9736 por cento ante 1,9560 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )(Por José de Castro; Edição de Hélio Barboza)