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OAS já deixou de pagar R$ 117,8 milhões a credores

Desde sexta-feira passada, a empresa deu dois calotes. Ela passa por uma grave crise de confiança depois que seu nome foi envolvido nas investigações da Operação Lava Jato

Investigada pela Operação Lava Jato, a empreiteira OAS já deu dois calotes no mercado financeiro desde sexta-feira passada, totalizando 117,8 milhões de reais não pagos a investidores. O crédito do mercado secou após as denúncias de corrupção na Petrobras estourarem também para o lado das construtoras que firmaram contratos com a petroleira.

Na sexta-feira, a OAS deixou de pagar 16 milhões de reais em juros de títulos de dívida emitidos no exterior. O segundo calote foi nesta segunda-feira, quando não foram quitados 101,8 milhões de reais em debêntures (um tipo de papel de dívida) que venceriam apenas em 2016, mas que foram antecipados por causa da crise de credibilidade que paira sobre a companhia.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a estratégia da companhia é não pagar bancos e investidores para preservar seu caixa e, assim, ter dinheiro para garantir o andamento de suas obras. Em paralelo, a empreiteira tenta vender alguns ativos para levantar mais recursos.

Em resposta, a OAS alega que “ambas as suspensões de pagamentos estão em linha com o anunciado plano de reestruturação de dívidas que será levado aos credores”. Esse plano, preparado pela consultoria G5 Evercore, deve ser apresentado nos próximos dias e contemplar 7,9 bilhões de reais em renegociação de dívidas, metade no exterior.

Três agências de classificação de risco já rebaixaram a nota de crédito da companhia.: a Fitch, a S&P e a Moody’s. Os bônus da OAS no exterior praticamente viraram pó . No Brasil, o Bradesco é o maior credor da companhia, com 900 milhões em empréstimos.

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