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Ministro da Agricultura se queixa de que pasta não foi consultada

Blairo Maggi se comprometeu a informar os nomes de empresas investigadas na Operação Carne Fraca que exportaram nos últimos meses

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, criticou neste domingo a “narrativa” da Operação Carne Fraca pela Polícia Federal. Maggi reclamou que o Ministério da Agricultura não foi consultado e disse que poderia ter esclarecido pontos que foram considerados irregulares pela PF, mas são práticas do setor. “Em função da narrativa é que se criou grande parte dos problemas que temos hoje”, afirmou. Após a entrevista coletiva, Maggi disse que não ficaria “batendo boca” com a PF via imprensa.

Ele citou um áudio sobre papelão e disse que ficou claro que se tratava de embalagem, e não que o material seria misturado à carne, como indicou a polícia. “É uma idiotice. As empresas gastaram milhões de dólares para conquistar mercados, e vão misturar papelão?”, questionou. “A narrativa nos leva a criar fantasias”, disse Maggi.

Maggi também citou outro áudio que mostra um dono de frigorífico adquirindo carne de cabeça de porco para usar em linguiça. “Carne de cabeça de porco pode ser utilizada em determinados porcentuais, em determinados produtos. Está no regulamento”, completou.

Maggi disse que o governo respeita as investigações, mas que questionou a PF a razão de o Ministério da Agricultura não estar presente nas investigações. “Por que não estávamos presentes para dizer que cabeça de porco pode ser utilizada ou que ácido ascórbico é vitamina C?”, afirmou. De acordo com o ministro, a PF explicou que a Agricultura era parte da investigação, por isso não foi consultada, mas que a investigação agora terá o apoio técnico da pasta.

Maggi disse estar preocupado com a repercussão da operação em relação aos mercados importadores. “Uma atuação forte de países impedindo o recebimento de mercadorias significaria crise muito grande, por isso nosso apelo a embaixadores e os esclarecimentos de que estamos trabalhando muito fortemente para resolver esses assuntos”, acrescentou.

O Ministério da Agricultura se comprometeu a informar os nomes de empresas investigadas que exportaram nos últimos meses, quais os produtos e por onde as mercadorias circularam. “Os levantamentos iniciais que nós temos é que pouquíssimas empresas tiveram movimentação nos últimos 60 dias”, completou.

Maggi disse ainda que serão verificados os motivos para trocas de fiscais em determinadas plantas, apontadas pela PF como indicativos de corrupção. Uma das acusações é que fiscais que começavam a “apertar” a fiscalização eram trocados de locais. De acordo com o ministro, há mais de um ano já não é possível trocar os fiscais sem cumprir uma série de regras.

Outro ponto que será verificado é saber se toda a cadeia ligada aos frigoríficos suspeitos está sendo alvo de fiscalização e se todos os procedimentos estão sendo cumpridos. “Poderíamos tomar medida mais drásticas de interditar todas as plantas, mas o efeito na cadeia seria muito grande”, afirmou.

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

Comentários

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  1. luiz alberto dirschnabel

    Concordo plenamente Ministro e’ um cargo político , normalmente um pucha saco dos políticos poderosos e também normalmente não entende nada do cargo que foi nomeado, deveriam fiscalizar antes para evitar isto, mais como os políticos arrecadam propinas das empresas, fecham os olhos para assuntos sérios, o que interessa aos políticos e’ a grana que vai aparecer e ir para o caixa 2 . Quantos ministros já foram trocados por estar com rabo preso, quem pode afirmar que este não será mais um. Povo desamparado , classe política cada vez mais desacreditada , Brasil entregue às moscas. E ainda falta aparecer um escândalo nas loterias, mega, quina, etc. com tanta grana envolvida vocês apostam que não tem mutreta???

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  2. E o que ele queria que a PF consultasse antes? Algo do tipo, “vossa excelência e vossos eficientíssimos fiscais não estão sentindo um gosto estranho na carne que andam consumindo ultimamente?”.

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  3. Ronaldo Magnavacca

    Como digo que sempre aparece o babaca de plantao para tentar justificar o que nao pode ser justificado. Se não fosse a PF e se soubessem disso antes, com certeza teria abafamento do assunto, ah sim teria e muito ……

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  4. Carlos Cancian

    Sua excelência o ministro deveria pelo menos em publico apoiar a ação da policia federal.Pedir que a investigação fosse conjunta com a pasta e demais,insulta a inteligencia do brasileiro e compromete a dele.Esta afirmação é primaria, seria como pedir ao comando vermelho que investigasse a atuação de seus membros no trafico.É brincadeira.Deve-se lembrar que graças a corajosa atitude de funcionário da ”pasta” que deflagrou a investigação.E impressionante como o Brasil é gerido por indicações politicas e nao meritocracia.Fácil entender que a classe politica é que de fato toma decisões em assuntos que náo entende absolutamente nada.Carne de cabeça de porco é muito apreciada por alguns mas e vendida sem disfarce, leva-se a cabeça para casa. Agora quem náo gosta acaba comendo em forma de ….valha-me Deus.

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  5. ViP Berbigao

    Infelizmente o resto do mundo não se pauta por demagogia e sim por medidas sérias e concretas. Creio eu que as sandálias da humildade seriam mais adequadas e pronto afastamento de envolvidos, inclusive do primeiro escalação, em linha direta o não.

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  6. RA ROSPENDOWISKI

    PARA DAR CREDIBILIDADE A VERSÃO DO PLANALTO OS 2 MINISTROS UM CITADO E OUTRO POR ESTAR O SIF SOB SUA PASTA DEVERIAM ENTREGAR OS CARGOS OU SEREM EXONERADOS.

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  7. lucas oliveira

    Só comentários clichês. É a geração sertanejo universitário…

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  8. Jorge Dias da Silva

    Dá pra desconfiar até do caldo MAGGI.

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  9. Marco Aurélio Canevari

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  10. luiz cesar r. e silva

    ELE DISSE TAMBÉM QUE COMO ESTAVAM SENDO INVESTIGADAS PESSOAS DO MINISTÉRIO, ENTÃO,ESTAVA CORRETO

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