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Metroviários de São Paulo não param nesta sexta

Categoria decidiu em assembleia não aderir à greve e apenas participar de atos previstos na capital

Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, os metroviários da cidade de São Paulo decidiram não aderir à greve convocada por centrais sindicais e movimentos sociais para esta sexta. A categoria deve apenas endossar os atos previstos.

Um indicativo de greve havia sido aprovado durante a semana, mas a diretoria do sindicato estava dividida e a categoria acabou recuando, com cerca de 70% dos votantes se colocando contrários a uma greve neste momento.

A avaliação foi de que não havia o apoio de outros segmentos do transporte para sustentar a ação. A paralisação tem uma adesão de sindicatos de São Paulo menor que a registrada nas mobilizações de 15 de março e 28 de abril. Além dos metroviários, importantes categorias ficaram de fora da greve, como motoristas de ônibus, ferroviários e aeroviários.

Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região também já havia determinado que o sindicato dos metroviários mantivesse em atividade 80% dos trabalhadores em horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 60% fora deles —sob risco de multa de 100 mil reais para o caso de descumprimento.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) anunciou, mais cedo, que o rodízio está mantido na cidade para esta sexta.

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Os bancários de São Paulo e Osasco aderiram à greve. Mesmo que as agências fiquem fechadas, a população pode realizar pagamentos pelos canais eletrônicos, como internet e telefone. Os caixas eletrônicos funcionarão normalmente.

Apesar do apoio dos professores das escolas particulares, muitas escolas já entraram em férias. Segundo o sindicato da categoria, a categoria participará do protesto agendado para as 16h em frente ao Masp, na avenida Paulista, região central da cidade. De lá, os manifestantes seguem para a Prefeitura de São Paulo, onde vão protestar contra João Doria.

Mais cedo, às 11h, haverá um protesto convocado pela Força Sindical em frente à Delegacia Regional do Trabalho, na rua Martins Fontes, centro da cidade. Sindicatos ligados à central, como metalúrgicos e aeroviários, vão participar desse protesto.

Comentários

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  1. Ev Cleuvis Casagrande-Conferencista

    Uma “greve” que força a população a não trabalhar, não pode ser chamada de greve geral, porque geral é onde todos decidem parar, então a primeira greve de geral já não teve nada, e esta então… Mais uma greve fracassada por parte da extrema esquerda, que alias não acerta uma.

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  2. Greve geral?
    Me convença! Não me obrigue.

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