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Inflação caiu e hoje está abaixo de 4%, afirma Meirelles

De acordo com o ministro da Fazenda, a previsão para o ano de 2017 é de taxa de 3,98%

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira, 17, que a inflação, que chegou a quase 10%, mergulhou e hoje está abaixo de 4%. De acordo com Meirelles, a previsão para o ano de 2017 é de taxa de 3,98%.

“Na medida em que cai a inflação, preserva-se o poder de compra das pessoas e a capacidade de compra das pessoas. Nós, portanto, ficamos em situação em que País tem condições de voltar a crescer e o Banco Central pode cortar os juros”, disse Meirelles.

Ao descrever o movimento mais recente da inflação, que passou dos dois dígitos para uma taxa dentro da meta do Banco Central – de 4,5%, com 1,5 ponto porcentual de tolerância (taxa entre 3,0% e 6,0%) -, Meirelles afirmou que a queda foi “forte, importante, impressionante”.

Segundo ele, o poder de compra dos brasileiros cresceu “fortemente” com o controle da inflação. “A capacidade das pessoas de comprar chegou a índice negativo e, agora, pela primeira vez em muitos anos, está crescendo”, afirmou, ao demonstrar um gráfico à plateia. “Cada vez mais, os brasileiros terão a capacidade de comprar mais com seus salários”, acrescentou.

Meirelles lembrou ainda que, no período de crise, o nível da dívida das famílias aumentou. “A dívida já está caindo, a das empresas e a das pessoas”, destacou. “Brasileiros estão capazes de pagar suas dívidas para voltar a consumir, a pagar empréstimos”, disse.

O ministro da Fazenda também voltou a destacar, como fez em apresentações recentes, a queda do risco-País medido pelo Credit Swap Default (CDS). “Todo País tem certo nível de risco. E quanto maior o risco, maior o custo do dinheiro. O risco Brasil aumentou muito. A partir do início de 2014, o risco subiu e chegou a um patamar elevadíssimo, de 500 pontos. É muito”, ponderou Meirelles.

“O Brasil estava 5% mais caro. No entanto, isso caiu. Já está caindo fortemente. O risco-Brasil está despencando”, disse Meirelles. Para ele, o Brasil está sendo visto agora com maior solidez pelos outros países. “Vamos caminhar para ter condições de crescer mais e melhorar a renda”, afirmou.

Despesas do governo

Meirelles afirmou ainda que as despesas do governo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) estão caindo, o que “significa que há mais recursos para os municípios, para os Estados, para as empresas, para o consumo”, enumerou. “O Brasil entrou agora numa rota de crescimento. Vamos entrar no ano que vem crescendo em ritmo bastante elevado.”

Falando a uma plateia de prefeitos, Meirelles afirmou que eles poderiam ter certeza de que, durante o mandato, a arrecadação de todos vai crescer. “Nos Estados, na Prefeitura… O Brasil vai estar crescendo, e a um ritmo forte.”

Meirelles abordou ainda a reforma da Previdência. Segundo ele, é natural haver “gente contra” a reforma, porque ninguém gosta de ter um direito retirado. Meirelles voltou a defender, no entanto, que a reforma busca garantir o direito à aposentadoria. Caso ela não siga adiante, de acordo com o ministro, não há garantia de recebimento de recursos pelo trabalhador no fim da vida.

O ministro participou nesta quarta do segundo dia da XX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Não é graças ao governo nem por causa da competência de ninguém é simplesmente porque de maio até outubro se produz para o Natal e as empresas hoje tem evitado ao máximo aumentar os preços porque a demanda esta extremamente baixa e se aumentar preço piora, é só ver o tomate na feira ano passado na entressafra chegou a R$18 / 22 (virou vilão da infração) hoje não passa de R$ 6 e ninguém compra de acordo com feirantes só vende mais ou menos a R$ 4 mais que isso encalha, então meirelles pode tirar o cavalinho da chuva suas medidas mentirosas estão mais para mantega do que para solução, acorda…

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  2. Everton Pereira

    Tem que estar mais baixa mesmo, pois qual brasileiro que tem dinheiro para gastar a não ser os corruptos?

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  3. Everton Pereira

    Por que será que a Veja está tão caladinha em relação a denuncia bombástica do Temer e Aécio?

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