Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Mantega nega articulação política de Arno Augustin

O ministro disse que o Tesouro é isento e tem regras na liberação dos limites de endividamento dos estados

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, seja um coordenador político da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. “Isso é um equívoco”, disse. “Ele é só o secretário do Tesouro. Ele é republicano.”

O ministro disse que o Tesouro é isento e tem regras na liberação dos limites de endividamento dos estados. “Tem regras. E tem equipe com práticas racionais, seguindo a legislação. Os estados governados pela oposição têm tido mais espaço fiscal. Temos comportamento republicano em relação a isso. Queremos que os estados façam investimento”, argumentou em resposta a um “ataque” anterior.

Leia também:

“Brasil está preparado para novo capítulo da crise”, diz Mantega

Oposição contesta atuação de Guido Mantega em audiência na Câmara

Mais cedo, o deputado Nelson Marchezan (PSDB-RS) acusou Augustin de usar o poder de liberação do limite de endividamento dos estados para conseguir o apoio dos governadores à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Na versão dele Marchezan, o ex-secretário executivo do Ministério Fazenda Nelson Babosa teria deixado o cargo porque aumentou a influência de Augustin. “Você acha correto, o secretário Augustin manter os dois cargos? Vai autorizar crédito ou não, e ao mesmo tempo perguntar se o governador vai apoiar a presidente na sua candidatura à reeleição?”, cutucou o parlamentar.

Leia também:

Arno Augustin: o soldado de que Dilma precisa

Arno Augustin agora dá pitaco – também – no câmbio

Mantega rebateu também críticas ao desempenho de Augustin à frente da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul. “A fala sobre o Augustin é injusta. Infelizmente ele não está aqui pra respondê-la. Não conheço a gestão dele no Rio Grande do Sul, mas respondo pela gestão dele no Ministério da Fazenda”, declarou Mantega.

O ministro ressaltou que não é um arbítrio do secretário a decisão de liberar recursos, explicando que, após a solicitação do Estado, o Tesouro envia uma missão para verificar as contas. Se as contas melhoraram, está apto a ter o espaço fiscal liberado. “É assim que funciona. E eu supervisiono tudo que acontece.” Mantega disse que o Tesouro segue à risca a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

(Com Estadão Conteúdo)