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Maiores bancos do país se unem em empresa de análise de crédito

Companhia criada por BB, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander vai coletar e analisar informações de clientes e empresas para melhorar avaliação de empréstimos

Os cinco maiores bancos do país – Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander – anunciaram quarta-feira que assinaram acordo para a criação de uma empresa de análise de crédito.  A nova companhia se chama Gestora de Inteligência de Crédito S.A. e cada um dos sócios terá participação de 20%.

O objetivo da empresa é reunir e analisar informações sobre clientes e empresas para ajudar os bancos a decidirem melhor sobre os empréstimos feitos. “Tal atuação propiciará, através de um conhecimento mais profundo do perfil das pessoas físicas e jurídicas, um significativo aperfeiçoamento dos processos de concessão, precificação e direcionamento de linhas de crédito realizados pelos entes participantes do Sistema Financeiro Nacional”, diz trecho do comunicado ao mercado divulgado pelas instituições.

Os bancos estimam que a nova empresa estará totalmente funcional em 2019. As empresas tratavam do novo projeto desde pelo menos janeiro do ano passado, quando anunciaram a intenção de criar um novo birô de crédito operado pela empresa LexisNexis Risk Solutions. A Gestora de Inteligência de Crédito terá seu conselho de administração indicado pelos bancos, e os membros terão dedicação exclusiva ao negócio.

Crédito

A inadimplência média permaneceu estável em abril tanto no cálculo total (3,9%) quanto das pessoas físicas (4,0%), enquanto registrou leve alta nas pessoas jurídicas (de 3,7% para 3,8%), segundo dados do Banco Central divulgados no último mês.

Os juros da modalidade mais cara, a do rotativo do cartão de crédito, tiveram queda de 67,8 pontos porcentuais em abril após a nova regra para esse tipo de empréstimo entrar em vigor. As taxas médias cobradas caíram de 490,3% ao ano em março para 422,5% no mês seguinte. No total, os juros médios cobrados pelos bancos das pessoas físicas recuaram 2,7 pontos porcentuais em abril frente ao mês anterior, de 41,4% para 38,7%.