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JPMorgan paga US$ 1,42 bi para concluir litígios da quebra do Lehman Brothers

Falência do Lehman foi o grande marco da crise americana de 2008, que se alastrou pelo mundo

O banco americano JPMorgan Chase aceitou pagar 1,42 bilhão de dólares para resolver os casos ligados à falência do Lehman Brothers em 2008, segundo os documentos judiciais consultados nesta terça-feira.

O maior banco americano, cujas filiais eram clientes do Lehman Brothers, foi acusado de ter excedido suas atribuições ao fazer saques rápidos antes da famosa falência da instituição nova-iorquina, que desestabilizou o sistema financeiro mundial.

Fundos de investimento ligados ao JPMorgan concederam empréstimos ao Lehman Brothers por meio de complexos produtos financeiros e exigiram recuperá-los de forma antecipada, enquanto se agravava a situação do banco de investimentos. Ao fazer isso, se anteciparam a outros emprestadores, o que contribuiu para a aceleração da falência.

A iniciativa do JPMorgan resolve a maior parte do processo de 8,6 bilhões de dólares no qual o banco é acusado de explorar sua vantagem como principal câmara de liquidação do Lehman para extrair bilhões de dólares em garantias pouco antes de o Lehman ter ido à bancarrota em 15 de setembro de 2008. Os credores do Lehman afirmaram que o JPMorgan não precisava das garantias e extraiu dinheiro extra às custas da instituição financeira.

O acordo permitirá que mais 1,49 bilhão de dólares seja distribuído aos credores do Lehman, incluindo 76 milhões de dólares em depósitos, segundo os documentos do processo. Mais 105 bilhões de dólares já foram pagos aos credores do Lehman, disse o banco.

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(Da redação)