JBS vai vender Vigor e outros ativos para conseguir R$ 6 bi

O plano de desinvestimento da companha prevê a venda da participações acionária de 19,2% na Vigor, fazendas e outras empresas do grupo, como a Moy Park

A JBS anunciou hoje um programa de desinvestimento, que consiste na venda de alguns ativos para reduzir seu endividamento. O objetivo da companhia é conseguir levantar 6 bilhões de reais.

Para levantar esse montante, a JBS precisará se desfazer de alguns ativos. O plano de desinvestimento da companha prevê a venda da participações acionária de 19,2% na Vigor e na Moy Park – empresa europeia de alimentos prontos). A JBS também vai colocar à venda a Five Rivers Cattle Feeding – braço de confinamento de bovinos nos Estados Unidos e Europa – e algumas fazendas.

A JBS já havia anunciado a venda das operações da companhia na Argentina, Paraguai e Uruguai por 1 bilhão de reais, montante que se juntará aos 6 bilhões previstos no plano de desinvestimento.

“O programa de desinvestimento visa a redução do endividamento líquido e consequentemente a desalavancagem, fortalecendo a estrutura financeira da Companhia”, disse a JBS em nota.

Na semana passada, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou o rating de crédito de longo prazo em moeda estrangeira da JBS de BB para B+, mantendo a observação negativa sobre a nota.

“O rebaixamento reflete as investigações de corrupção e o acordo de leniência da holding J&F evidencia padrões de governança fracos, que resultam em reduzida flexibilidade financeira para a JBS”, afirmou a S&P em relatório.

Entre os compromissos financeiros da empresa está o pagamento da multa de 10,3 bilhões de reais, prevista no acordo de leniência firmado entre a holding J&F e o Ministério Público Federal. A multa será paga em 25 anos.

Na semana passada, a JBS comunicou a nomeação do diretor-presidente da Vigor, Gilberto Xandó, para o lugar de Joesley Batista no seu Conselho de Administração. Joesley renunciou ao posto no dia 26 de maio, após as gravações que fez do presidente Michel Temer e do senador Aécio Neves (PSDB-MG) virem à tona. Em delação premiada, o empresário diz que Temer consentiu com a compra do silêncio do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Gravações feitas pela Polícia Federal mostram o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), próximo de Temer, recebendo uma mala de 500 mil reais da JBS. A gravação foi feita logo depois de Joesley gravar Temer indicando Loures como homem da sua confiança.

Os problemas da JBS começaram um pouco antes das revelações de que Joesley pagou propina a políticos de diversos partidos. Em março, a Operação Carne Fraca desarticulou um esquema de corrupção envolvendo frigoríficos e fiscais da Agricultura. A JBS deixou de imprimir o nome Friboi na etiqueta dos seus produtos. Em vez de Friboi, os produtos foram embalados com a etiqueta Do Chef. Muitas empresas anunciaram boicote aos produtos da empresa, principalmente após o conteúdo das delações de Joesley virem à tona.

Comentários

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  1. Meus Deus é tudo dinheiro roubado destes terroristas, nos roubaram e ainda vão vender o que é da nação …. temos que ter a pena de morte neste país, estes terroristas estão nos matando, roubando… pena de morte já, crimes hediondos e terrorismo…

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  2. Severino de Araújo Ferreira

    O BNDES secou. Acabou a farra com o dinheiro público. Agora o malandro vai sentir na pele.

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  3. Concordo com você JM. E tem que lembrar que a ascensão desta gentalha se deu no governo Lula.

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  4. Ricardo Araujo de Macedo

    Queria que a JBS e esses tipos de empresas aqui no Brasil quebrassem e fossem extintas do mundo…
    Não compro mais nada desse marca.

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  5. Raimundo Lulo

    que bom.. se a vigor sair do controle da JBS, posso voltar a comer

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  6. Antonio Renovável

    A fonte secou.. quero dizer que entre nós tudo acabou. Tem até música.Cadê a competência pra administrar? só com dinheiro do contribuinte que a coisa funciona?

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