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Investimento estrangeiro em ações tem reversão, diz BC

Por Fernando Nakagawa e Célia Froufe

Brasília – O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, informou nesta sexta-feira que os investimentos estrangeiros em ações registraram entrada líquida de US$ 340 milhões até o dia 20 de junho. “Em maio, houve saída atípica de ações e os dados de junho já mostram reversão. É normal. Esta é uma conta que tem muita volatilidade. Em junho, o fluxo já reverteu”, disse.

No casos desses investimentos em ações, considerando todos os papeis, o valor estava em US$ 239 milhões em junho até aquela data. “Sem dúvida, o ambiente internacional e de incertezas e o desempenho das bolsas contribuem para um afluxo menor”, considerou. Ele lembrou que, no ano passado, o fluxo foi baixo, em contraposição ao ano anterior, quando o saldo foi de US$ 24,4 bilhões.

A entrada líquida de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa no Brasil somou US$ 866 milhões em junho até o dia 20, acrescentou Maciel.

Rolagem

O chefe de departamento do BC informou ainda que a projeção para a taxa de rolagem para empréstimos este ano foi reduzida de 125% da estimativa anterior para 100% agora. “A revisão foi feita dentro da perspectiva de manter para essa conta uma postura conservadora”, comentou. Ele salientou que de janeiro a maio deste ano, a taxa de rolagem foi de 151%. Maciel disse que a tendência é de redução das taxas. “No ano passado, ficou em 460%, foi muito elevada”, avaliou. “As empresas brasileiras seguem capitalizadas”, continuou.

Maciel adiantou que, na contabilização parcial da autoridade monetária em junho, até o dia 20, a taxa de rolagem está em 339%. “Mas os fluxos estão moderados, não há nada tão expressivo”, comentou.

Fluxo cambial

O fluxo cambial para o Brasil segue positivo, conforme os dados apresentados nesta sexta-feira, que mostram que US$ 995 milhões ingressaram no País em junho até a última quarta-feira, dia 20. Segundo Maciel, o ingresso da moeda segue motivado pelo movimento nas operações financeiras.

De acordo com ele, o fluxo financeiro acumula até o dia 20 ingresso líquido de US$ 2,555 bilhões. Nessa cifra, estão transações como compra de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, remessa de lucros e investimentos produtivos, entre outros. O valor é resultado de entradas totais de US$ 17,642 bilhões e saídas de US$ 15,087 bilhões no período.

Na conta comercial, os dados seguem negativos: foi registrada saída de US$ 1,560 bilhão no acumulado do mês até o dia 20. O valor é resultado de exportações totais de US$ 9,789 bilhões, montante inferior às importações de US$ 11,349 bilhões no período.