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Investimento da Vale na China continuará alto

Por Fernanda Guimarães e Silvana Mautone

São Paulo – O diretor executivo de Ferrosos e de Estratégia da Vale, José Carlos Martins, disse nesta quarta-feira, durante apresentação no Congresso Brasileiro do Aço, que os investimentos na China continuarão altos, mesmo com o processo de desaceleração do crescimento da economia do país. “A China ainda tem muito a investir, tem muito espaço para aumentar seu consumo de aço”, disse o executivo da mineradora brasileira.

O diretor da Vale afirmou que a utilização de aço pela China deverá atingir seu pico em 2030, quando o país alcançará 80% de urbanização. Com isso, lembrou Martins, a demanda por minério de ferro deverá continuar bastante aquecida. “A demanda de minério vai existir e quem quiser competir no mercado vai ter que se preparar para competir na Ásia”, disse. Hoje, segundo Martins, 70% das vendas da Vale ocorre para o Oriente e deverá chegar em 90% nos próximos anos.

O executivo destacou que o preço do minério é definido na China, já que o país é responsável por 80% do consumo mundial do minério e por 60% do mercado transoceânico do insumo. Segundo Martins, a expectativa da mineradora é de que o preço do minério se mantenha nos patamares atuais. “O preço do minério deverá ficar em níveis atuais e não cair muito, já que há minas de alto custo que estão em operação que sustentam os preços”, disse.

Segundo Martins, os investimentos em mineração passam por dificuldades para a obtenção de licenças ambientais e superação de obstáculos logísticos. O diretor da mineradora destacou, ainda, que Brasil e Austrália deverão seguir como os fornecedores mundiais de minério de ferro.

O executivo destacou a obtenção da licença ambiental para o projeto Serra Sul, na região do Carajás, que deverá entrar em operação entre 2016 e 2017. Segundo ele, grande parte dos volumes dessa produção deverá ser destinada à Ásia.