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Incorporadoras lucram 97% menos no 1º trimestre

Resultado líquido caiu de R$ 401,2 milhões no primeiro trimestre de 2014 para R$ 8,4 milhões em 2015. Piora das condições de crédito preocupa empresas

O lucro de companhias de capital aberto do setor de incorporação despencou 97,9% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento feito pelo jornal Valor Econômico. O resultado líquido caiu de 401,2 milhões de reais para 8,4 milhões de reais nesta base de comparação. O número reflete a queda de 14,5% na receita líquida, a redução das vendas contratadas e margens pressionadas de parte de companhias.

O grande volume de entregas previsto para o ano e a piora das condições de crédito para a produção e compra de imóveis aumenta a cautela das incorporadoras. Com isso, os lançamento devem retrair acima do que já era esperado e a retomada do resultado líquido do setor passar a ser ainda mais desafiadora.

Com menos brasileiros dispostos a comprar imóveis, seis das treze principais incorporadoras de capital aberto brasileiras decidiram não lançar empreendimentos novos no primeiro trimestre, conforme reportagem do jornal Folha de S. Paulo. De janeiro a março deste ano, Brookfield, Even, Tecnisa, Rossi, João Fortes e Rodobens optaram por apenas manter o portfólio. A ausência de lançamentos de tantas empresas ao mesmo tempo em um único trimestre não ocorria desde 2007.

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Não há um consenso sobre o momento de retomada do setor. Há quem diga que, se a demanda por imóveis aumentar no fim deste ano e as incorporadoras passarem a lançar mais, o reflexo nos balanços será sentido em 2017.Para tentar acelerar as vendas, as empresas vêm concedendo descontos que chegam a 15%.

(Da redação)