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IGP-M tem alta de 1,43% em agosto

Resultado do índice mais usado para reajuste dos contratos de aluguel ficou pouco abaixo das expectativas do mercado

IPC-M, que mede o varejo, teve alta de 0,33% em agosto. Principal contribuição para o acréscimo foi do grupo Habitação, que passou de 0,18 para 0,29%

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou para uma alta de 1,43% em agosto, ante elevação de 1,34% em julho, impulsionado pelos preços tanto no atacado quanto no varejo, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

O resultado ficou pouco abaixo das expectativas do mercado. Segundo mediana de 16 projeções coletadas pela agência Reuters, o mercado projetava alta de 1,45% do indicador em agosto. O IGP-M é o índice mais popular para reajuste dos contratos de aluguel.

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Em 12 meses, o IGP-M avançou 7,72% e a taxa acumulada no ano é de 6,07%, de acordo com a FGV.

Dentre os subíndices que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo-Mercado (IPA-M) teve alta de 1,99% em agosto, ante inflação de 1,81% em julho.

O índice de Matérias-Primas Brutas apresentou variação de 4,92%, contra 3,31% no mês anterior. Os itens que mais influenciaram foram milho em grão (6,74 para 20,33%), aves (0,84 para 11,18%) e suínos (-2,98 para 26,69%).

Já os preços dos Bens Finais avançaram 0,71%, ante 1,04% anteriormente. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 4,61% para 0,98%.

No segmento Bens Intermediários, houve desaceleração para 0,83%, ante 1,34% em julho. A principal contribuição partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de 1,36 para 0,59%.

Varejo – Já o Índice de Preços ao Consumidor-Mercado (IPC-M) acelerou a alta para 0,33%, contra 0,25% visto anteriormente. A principal contribuição para o acréscimo foi do grupo Habitação, que passou de 0,18 para 0,29%. Nesta classe de despesa destacou-se o comportamento do item móveis para residência, cuja taxa de variação passou de -0,37 para 0,53%.

Também houve acréscimo nas taxas de variação de Educação, Leitura e Recreação (0,27 para 0,54%), Vestuário (-0,83 para -0,58%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,32 para 0,43%), Transportes (-0,39 para -0,34%) e Comunicação (0,17 para 0,31%).

Por outro lado, registraram recuo os grupos Alimentação (1,06 para 1,00%) e Despesas Diversas (0,39 para 0,24%).

Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção-Mercado (INCC-M) registrou elevação de 0,32% em agosto, desacelerando ante alta de 0,85% na apuração de julho.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,36%, ante 0,63% no mês anterior. O custo da Mão de Obra subiu 0,28% em agosto, ante 1,05% em julho.

Além de medir a evolução do nível de preços, o IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel.

Diante da recente aceleração dos preços, o mercado passou a estimar que a inflação fechará 2012 com ganho de 5,19%, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central, afastando-se do centro da meta oficial de 4,50%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, acelerou o passo em agosto para uma alta de 0,39%, ante alta de 0,33% em julho, um pouco acima do esperado pelo mercado.

Segundo analistas esse cenário pode limitar à frente o espaço para mais quedas da taxa Selic, que na quarta-feira sofreu o nono corte seguido, para 7,50%.

Entretanto, o BC tem reiterado que, mesmo com maior pressão inflacionária, o crescimento econômico vai ocorrer com os preços sob controle.

(Com agência Reuters)