IBGE revisa PIB de 2013: expansão de 2,3% para 2,5%

Nova metodologia de pesquisa, que engloba mais setores e produtos, mostrou que a produção industrial avançou 1,7% ao invés de 1,2% no ano passado

A revisão da metodologia de pesquisa da produção industrial provocou um efeito cascata no comportamento da atividade econômica a partir de 2013. Com isso, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,3% para 2,5%.

Embora o setor industrial responda por cerca de 15% do PIB, seu efeito sobre os demais setores é importante. A produção industrial cresceu 1,7% em 2013, de acordo com a nova metodologia, e não 1,2% como foi aferido pelo critério anterior.

A nova Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualizou e ampliou os setores e produtos analisados. Agora são 27 setores contra 20 utilizados na base anterior. Como esses novos setores são mais dinâmicos, de rápido crescimento, podem melhorar os resultados do PIB.

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O número de produtos pesquisados passou de 830 para 944, com o acréscimo de produtos como celulares, CDs e impressão de jornais e revistas que ficavam de fora da metodologia anterior. O acréscimo de todos eles foi baseado na Pesquisa Industrial Anual – Empresa de 2010. A anterior estava baseada em dados de 1999, que tinham o videocassete como um dos destaques.

Houve a inclusão dos resultados de Estados que respondem por pelo menos 1% do valor da transformação industrial. Agora, o número de regiões pesquisadas passou de 12 para 14, sendo que a região Sul foi retirada e incluídos os Estados do Amazonas, Pará e Goiás.

Em Goiás, por exemplo, a nova pesquisa incluirá a produção automobilística, que no ano passado alcançou cerca de 78.000 unidades, não computadas na pesquisa anterior.

A herança de um crescimento maior da produção industrial em 2013 cria uma nova base para este ano. No entanto, o fraco desempenho da produção industrial no primeiro trimestre e as projeções para uma continuidade desse comportamento tímido no segundo trimestre não devem ajudar na expansão do PIB em 2014. “Temos a herança ajudando, mas a evolução dos indicadores na ponta piorando as projeções. Tudo deve ficar na mesma”, diz Bráulio Borges, economista chefe da LCA Consultores.