Greve em indústrias de soja na Argentina é suspensa

BUENOS AIRES (Reuters) – A greve dos trabalhadores que atuam na indústria de esmagamento da soja na Argentina foi suspensa após o governo determinar que os empregados negociem com as empresas, informou o sindicato nesta quinta-feira.

O país sul-americano é o principal exportador mundial de óleo e farelo de soja.

“Foi decretada uma conciliação obrigatória (ordem oficial de suspender o protesto) por 15 dias”, disse à Reuters Edgardo Quiroga, secretário da Confederación General del Trabajo (CGT) de San Lorenzo, cidade portuária situada ao norte de Rosario.

O movimento interrompeu as operações nas principais unidades processadoras da área de San Lorenzo, no pólo agroindustrial de Rosário, nesta quinta-feira.

Os trabalhadores entraram em greve após falharem em entrar em um acordo sobre um pagamento adicional.

Os exportadores de grãos, entre eles Cargill, Bunge, Molinos Rio de la Plata, Vicentin, ACA, Noble e Louis Dreyfus, operam em Rosário e foram atingidos pela paralisação.

A greve também bloqueou o acesso de caminhões para descarregar grãos nas unidades de processamento.

Greves por salários estão se tornando comuns na Argentina nos últimos anos, com produtores negociando aumentos para compensar a alta dos preços aos consumidores, que devem subir mais de 20 por cento neste ano, uma das maiores taxas da América Latina.

(Reportagem de Maximiliano Rizzi e Nicolás Misculin)