Gol passa a cobrar por acesso à internet dentro dos aviões

Empresa disponibilizava o serviço gratuitamente há sete meses, e agora oferecerá pacotes a partir de 8 reais

A Gol começou na última semana a cobrar pelo acesso à internet, via wi-fi, a bordo das suas aeronaves. A companhia aérea vinha disponibilizando o serviço de forma gratuita há sete meses.

De acordo com a Gol, os pacotes começam em 8 reais e o preço varia de acordo com o tipo de serviço e duração de voo, como pacotes apenas para mensagens – WhatsApp, Skype, Facebook Messenger e IMessage –  acesso a e-mail e navegação em sites e redes sociais, e opções que permitem o uso de streaming.

A empresa continuará disponibilizando gratuitamente o acesso a conteúdo de entretenimento armazenado nas aeronaves, como filmes, séries, desenhos e mapa.

Atualmente, são 31 aviões da empresa com a tecnologia de wi-fi e a expectativa da Gol é fazer com que toda a frota esteja adaptada até o fim de 2018. A empresa planeja também equipar os aviões com tomadas ou pontos de recarga USB.

Outras companhias

Na Avianca,  serviço de acesso à internet está disponível gratuitamente em cerca de 15% das aeronaves, e a meta é chegar a 90% até o final do ano. Segundo a empresa, não há previsão para a cobrança do serviço, e também há disponibilidade de conteúdo, como filmes, via wi-fi.

A Azul informou que a possibilidade de oferecer o acesso há clientes está em estudo. A Latam planeja oferecer o serviço, e estuda qual seria a cobertura de satélite na América Latina adequada para seu caso. A empresa também oferece conteúdo de entretenimento via wi-fi, gratuitamente.

Comentários

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  1. Fernando Santos

    Nos países desenvolvidos, as cias aéreas cobram tudo por fora, mas cobram preços muito baixos para quem vai “apenas” viajar. Aqui, como sempre, pagamos caríssimo para viajar e mais caro ainda se fizermos qualquer coisa mais, qualquer hora teremos que viajar em pé e pagar pelo ar respirado dentro dos aviões. Será que a “zelosa” e “competente” ANAC tem alguma coisa com isso?

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  2. Ex-microempresário

    Claro que tem, Fernando. A ANAC garante que as poucas companhias daqui tenham sua “reserva de mercado” garantida e possam possam fazer o que querem e cobrar quanto querem.
    É realmente interessante. O brasileiro típico reclama sem parar das empresas daqui, mas se alguém fala em criar concorrência de verdade, permitindo que empresas de fora venham para cá, a reação é “não, não pode, o governo tem que proibir e regular o mercado.”
    Bem, o resultado do nosso competente governo em “regular o mercado” é isso aí que temos: pagamos mais caro em tudo.

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  3. Daqui a pouco vamos pagar pelo ar que respiramos nos vôos, afinal, é um serviço, já que lá em cima o ar é rarefeito.

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