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Gasolina fica mais cara mesmo após Petrobras reduzir preços

Estatal já diminuiu o preço dos combustíveis nas refinarias por duas vezes, mas queda não chega ao consumidor final, de acordo com a ANP

Mesmo após dois anúncios de redução dos preços, o combustível no Brasil continua a subir para o consumidor. De acordo com um levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do litro da gasolina no país nesta semana foi de R$ 3,681 ante R$ 3,676 na semana passada (terminadas nas sextas-feiras).

No início de outubro, o preço médio do litro era de R$ 3,654 no país. Na quarta-feira, a Petrobras havia anunciado mais uma queda, dessa vez de 10,4% no preço do diesel para as refinarias e de 3,1% na gasolina.

Mesmo o diesel não apresentou grandes reduções. O preço médio do litro do combustível caiu de R$ 3,009 para R$ 3,005.

Em outubro, a estatal já havia anunciado uma redução de 3,2% no valor da gasolina comum vendida às refinarias. A decisão, porém, não surtiu o efeito esperado ao consumidor, que viu os preços subir em 11 Estados e no Distrito Federal.

O argumento dos donos de postos de combustível é que o reajuste não tem sido passado aos consumidores graças a alta nos preços do etanol anidro, que compõe em cerca de 27% a mistura da gasolina utilizada no país.

A nova política de preços é uma decisão da cúpula da empresa, liderada por Pedro Parente -escolhido pelo governo Temer. O próprio Parente chegou a classificar a redução como ‘decepcionante’ após a primeira tentativa.

Nesta sexta, o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, afirmou que a Petrobras pode fazer mais de um ajuste de preços de combustíveis em um período de um mês, dependendo da volatilidade de variáveis como preço do petróleo e câmbio, que são levadas em conta na nova política da empresa.

 

Comentários

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  1. Marcio Andre Lima Santiago

    Imagina que fosse Dilma que fizesse isso. Pior que agora ninguém bate panela nas varandas goumert e nem se fantasia de verde amarelo para as micaretas na paulista.

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