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G20 diz que EUA têm de agir sobre as incertezas fiscais

Autoridades do grupo pressionaram para que o país evite um default e se atente à política monetária

Autoridades das finanças do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo, pressionaram os Estados Unidos nesta sexta-feira para evitar um default potencialmente devastador e prometeram proceder com cuidado quando chegar a hora de normalizar a política monetária. De acordo com o comunicado emitido no final da reunião do grupo dos ministros das Finanças e banqueiros centrais, o país “precisa tomar medidas urgentes para enfrentar as incertezas fiscais de curto prazo”.

O governo federal dos EUA está parcialmente paralisado desde 1º de outubro em meio a um impasse orçamentário entre republicanos do Congresso e a Casa Branca. Republicanos também têm se recusado a elevar o teto da dívida norte-americana, o que pode causar um default e lançar os mercados globais no caos. Autoridades de todo o mundo alertaram que um fracasso do Congresso em aumentar o limite de endividamento causará estragos na economia global. O ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, caracterizou a referência como “um desejo geral para uma solução rápida do problema”.

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O presidente dos EUA, Barack Obama, e líderes republicanos negociam para acabar com impasse fiscal, mas ainda esbarram em detalhes. Resolver o impasse é crucial para a economia mundial, que, segundo o G20, está mostrando sinais de melhora, mas ainda enfrenta “riscos de deterioração”. O grupo sustentou que o ritmo de crescimento é suscetível a cenários mais desafiadores quando os bancos centrais começarem a reduzir os estímulos monetários lançados durante a crise financeira global de 2007.

O G20 se comprometeu a “garantir que futuras mudanças nas configurações monetárias continuarão a ser cuidadosamente calibradas e claramente comunicadas”, acrescentando que as fortes oscilações nos fluxos de investimento continuam a ser um “importante desafio”. Os mercados emergentes, que nos últimos anos se expandiram de forma mais rápida que países avançados, continuam a ser um importante motor do crescimento global, informou o G20.

Apesar disso, o foco foi o impasse com a elevação do teto da dívida. O ministro das Finanças russo, em entrevista após a reunião, disse que o secretário do Tesouro dos EUA, Jack Lew, saiu antes do encontro para participar de negociações entre Obama e congressistas republicanos. “Estamos confiantes que o governo e o Congresso vão chegar a uma solução aceitável para os dois lados”, afirmou Siluanov.

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(com agência Reuters)