Finep e BNDES lançarão crédito para cadeia de óleo e gás

Por Mariana Durão

Rio de Janeiro – A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o BNDES vão lançar, no segundo semestre deste ano, um programa de financiamento à inovação no setor de petróleo e gás para o pré-sal. Segundo o presidente da Finep, Glauco Arbix, a linha de crédito, batizada de Inova Petro, ainda está sendo estruturada, mas deverá contar com R$ 3 bilhões.

A Finep e o Ministério da Ciência e Tecnologia fazem nesta sexta-feira, como parte da programação da Rio+20, o lançamento do Programa Brasil Sustentável. Segundo Arbix, ele poderá aplicar mais de R$ 2 bilhões para empresas focadas no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores usando tecnologias verdes e sustentáveis. A primeira chamada pública para selecionar empresas para o programa deve ser aberta em um mês, estimou o presidente da Finep. O apoio combinará crédito reembolsável a empresas em fluxo contínuo e apoio não reembolsável a instituições de ciência e tecnologia e empresas via subvenção econômica.

Os financiamentos terão taxa de até 5% ao ano, prazos de carência de até 3 anos e prazos de amortização de até 120 meses. A Finep poderá financiar até 90% do valor de cada projeto. “Nossa orientação é: quanto maior o risco tecnológico melhores as condições oferecidas”, disse Arbix. Não há limitação de porte ou valor do projeto para participação nos editais. O presidente da Finep disse que o programa foi segmentado por temas que passem por vários setores, como mecanismos para redução de gastos com energia e emissões de carbono.

Durante participação no Venture Forum, Arbix ressaltou o empenho da Finep em ser reconhecida como instituição financeira para fortalecer sua atuação no seed capital e venture capital para empresas nascentes. “Fazemos crédito e subvenção econômica como um banco, mas esses instrumentos só poderão se desenvolver plenamente quando tivermos uma área que trabalhe o investimento de forma intensiva”, disse.

A discussão está sendo travada desde o fim do ano passado com o Ministério da Fazenda, o Banco Central e a Casa Civil. Para Arbix, entretanto, o processo só deve ser concluído e aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em quatro anos, quando a Finep terá feito mudanças, como a criação de uma área de risco e adequação a normas de prudência.