Fim do e-Sedex pode fazer frete de e-commerce subir 30%

O serviço, que será encerrado em 2017, é considerado a principal alternativa para entrega rápida de encomendas no varejo online

Apesar de os comentários sobre o fim do e-Sedex circularem há mais de um ano, a notícia, anunciada nesta semana, de que os Correios vão extinguir o serviço a partir de 1º de janeiro pegou o e-commerce de surpresa. O e-Sedex é considerado a principal alternativa para entrega rápida de encomendas no varejo online.

Usado por pequenos e médios e-commerces desde que foi criado, há 16 anos, o serviço utiliza a mesma estrutura de entregas expressas comuns, mas custa entre 20% e 30% menos do que o Sedex tradicional. Os grandes varejistas, por fazerem um grande volume de entregas diárias, costumam contratar empresas privadas de entregas.

“Recebemos o anúncio como uma notícia muito ruim”, disse o presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Maurício Salvador. “Trará um aumento de preços imediato no frete e uma redução da qualidade. Quem vai pagar essa conta com os varejistas será o consumidor final.”

Para Leandro Bassoi, diretor de logística do Mercado Livre, a medida deve levar a uma concentração de mercado, reduzindo o espaço dos pequenos sites. “Hoje, sem uma média de cem entregas por dia, você não consegue ter acesso a uma transportadora privada. O fim do e-Sedex prejudica muito os pequenos e médios empreendedores.”

Correios

Procurados, os Correios não comentaram o fim do serviço. Fontes de mercado, no entanto, afirmam que a estratégia é parte do plano para reverter os prejuízos da estatal, que devem ser de 2 bilhões de reais neste ano; em 2015, as perdas foram de 2,1 bilhões de reais.

Segundo estimativas da ABComm, o preço do frete representa de 6% a 12% do valor pago de um produto adquirido pela web. Quanto menor é a loja virtual, maior o peso do custo da entrega. Sem volume para negociar o frete com transportadoras, o preço pago pelos pequenos empresários é parecido com o cobrado das pessoas físicas.

Há quem defenda, porém, que a baixa participação das empresas privadas de transporte – elas são 35.000 apenas em São Paulo – no e-commerce reflete uma vantagem competitiva dos Correios que prejudica o restante do setor. “Os Correios têm o monopólio para entrega de cartas e correspondências. Mas fazem uma interpretação jurídica disso para avançar também sobre as entregas expressas”, disse Paulo Furquim, coordenador do Centro de Estratégia e Pesquisas do Insper.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Paulo Cezare

    Esta empresa está um caos. Compras pagas a mais de 30 dias no rastreamento somente informa que está em transito. Mas não informa onde. Além de que deve fazer parte do pacote de venda dos Golpistas liderados pelo traidor. A venda, claro, deve ser aos amigos ou multinacionais. Mas isso não vai acontecer. As pessoas já estão alertas ao fato.

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  2. marcelo maschietto

    Tem que privatizar e abrir para a concorrência, este Correios é um lixo. Entregas péssimas e as maiores taxas do mundo!!

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  3. Pantera Negra

    Os comentários neste espaço clamam pela privatização e reclamam do preço cobrado da iniciativa privada que são superiores ao praticado pelo correio. O represamento no preço da tarifa postal é o principal responsável pelo déficit financeiro da ECT, que por sua vez paga o menor salário dentre as estatais brasileiras.

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  4. Não usaremos mais os correios.

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  5. Adiel Livramento

    Privatiza seus otarios e aí teremos outra emptesa como a oi no mercado

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  6. Cesar8002UTB

    Melhor vender logo esse lixo dos correios. Vão acabar com um serviço e nem dão satisfação ao público que sustenta essa droga? Vendam logo. já é privada mesmo (em todos os sentidos).

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  7. Alexandre Junior

    Só espero qe os Correios quebrem o mais rápido possível, para que possamos ver o fim desse monopólio. Que venha a privatização!

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