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FGTS, parada LGBT e festas juninas aquecem varejo

As vendas do setor fecharam junho com uma alta de 1,2%, na comparação com o mesmo período de 2016

As vendas do varejo paulistano fecharam junho com uma alta de 1,2% na comparação com o mesmo período de 2016, de acordo com dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). No mês, as vendas a prazo e à vista cresceram 1% e 1,4%, respectivamente.

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“Como reforço para o comércio em junho, tivemos o Dia dos Namorados, a chegada do frio e o crescimento da massa salarial. Além disso, o uso dos recursos do FGTS inativo pelos consumidores foi fundamental para salvar o mês”, disse Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Em relação a maio, as vendas subiram 0,8%, mesmo com um dia útil a menos em junho. Segundo a ACSP, o desempenho se deve às festas juninas que aconteceram ao longo do mês e à parada LGBT, que trouxe à capital turistas de fora da cidade e do país.

No primeiro semestre do ano, no entanto, as vendas acumulam queda de 2,7%, ante o mesmo período do ano passado. “A leitura é que a recessão perde força, mas não está superada. Os juros precisam cair mais para que as perdas sejam neutralizadas e o setor volte a crescer”, afirma Burti.

Perspectivas

Para julho, a expectativa é que o desempenho do comércio se mantenha estável. “A boa notícia é que, depois de dois anos experimentando quedas, não há motivos para o cenário piorar no próximo mês”, diz Burti.

O frio também deve ajudar, impulsionando as vendas no setor de moda outono-inverno, segundo a associação.