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Exportação de carne suína sobe quase 19% em maio, diz Abipecs

SÃO PAULO, 12 Jun (Reuters) – Apesar do embargo russo, que já completa um ano, e da quase paralisação das vendas para a Argentina, as exportações de carne suína do Brasil em maio subiram 18,71 por cento em volume ante 2011, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) nesta terça-feira.

Foram ampliadas as vendas para países como a Ucrânia.

“O bom desempenho das exportações, em maio e no acumulado do ano, é um fato positivo e se deve, antes de mais nada, ao esforço das empresas exportadoras, apesar do embargo russo”, disse em nota o presidente da associação Pedro de Camargo Neto.

O Brasil exportou 53.404 toneladas de carne suína no mês passado, ante 44.988 toneladas em maio de 2011.

As exportações de maio representaram 138,4 milhões de dólares, 9,27 por cento a mais que a receita de maio do ano anterior.

O volume de vendas para a Rússia caiu 12,45 por cento na comparação com maio de 2011, para 13.814 toneladas, ou 41,49 milhões de dólares. No acumulado do ano, a queda foi de 47,50 por cento no volume, totalizando 44.108 toneladas.

Com esta redução a Rússia deixou de ser o principal mercado brasileiro no mês de maio, sendo ultrapassada pela Ucrânia, para onde foram vendidas 15.959 toneladas, ou 29,9 por cento do total. A Rússia ficou com 25,9 por cento do volume exportado.

A Ucrânia aumentou suas compras em quase 220 por cento em maio em relação ao mesmo mês de 2011. De janeiro a maio deste ano, o crescimento foi de 259,64 por cento em volume e 215,90 por cento em receita, para 52.848 toneladas e 138,76 milhões de dólares.

Em abril, a Rússia havia figurado como principal mercado para o produto brasileiro, também de acordo com a Abipecs, com uma participação de 29,15 por cento do total exportado.

O número de estabelecimentos autorizados a exportar para a Rússia aumentou, mas, segundo a Abipecs, nenhuma empresa dos três estados embargados – Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso – foi autorizada a vender para a Rússia. “Trata-se de uma clara discriminação”, afirmou Camargo Neto.

Já as vendas do produto brasileiro à Argentina em maio recuaram 97 por cento em volume, para 94 toneladas, uma receita de 195 mil dólares, ante as 3,246 mil toneladas em maio de 2011. Nos cinco primeiros meses do ano, a queda das vendas foi de 64,76 por cento em volume, para 5.840 toneladas.

Os principais mercados da carne suína brasileira no acumulado do ano foram Hong Kong, com quase 25 por cento de participação das compras, seguido de Ucrânia, Rússia, Angola e Cingapura.

(Reportagem de Patrícia Monteiro)