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Expansão dos EUA no 3o tri é revisada para 2%

WASHINGTON (Reuters) – A economia dos Estados Unidos cresceu no terceiro trimestre a uma velocidade um pouco menor do que o estimado anteriormente, mas o tímido acúmulo de estoques e a firmeza do gasto dos consumidores fortaleceram a visão de que a produção está aumentando no trimestre atual.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 2,0 por cento no terceiro trimestre, de acordo com números preliminares divulgados pelo Departamento do Comércio nesta terça-feira.

O número ficou abaixo do crescimento de 2,5 por cento reportado na primeira leitura e também estimado por economistas. Mas a composição do relatório do PIB, especialmente a persistência dos gastos dos consumidores e a primeira queda dos estoques empresariais desde o quarto trimestre de 2009, abre espaço para uma melhor performance.

Os dados disponíveis até o momento sugerem que o crescimento do quarto trimestre pode exceder 3 por cento, o que seria o mais rápido em 18 meses.

Apesar da revisão negativa, o crescimento do terceiro trimestre ainda é superior ao do segundo, em que o PIB se expandiu em 1,3 por cento. Parte do aumento da produção reflete uma reversão dos fatores que limitaram o crescimento da economia no começo do ano.

O aumento dos preços da gasolina afetou o gasto dos consumidores no início do ano, e o impacto do terremoto no Japão sobre a cadeia produtiva prejudicou a fabricação de automóveis.

O governo revisou a produção do terceiro trimestre para considerar uma queda de 8,5 bilhões de dólares dos estoques empresariais, o que reduziu o crescimento do PIB em 1,55 ponto percentual. Antes, o cálculo era de um aumento de 5,4 bilhões de dólares dos estoques.

A redução dos estoques foi compensada pelo forte crescimento das exportações. Excluindo os estoques, a economia cresceu 3,6 por cento, após expansão de 1,6 por cento no segundo trimestre.

O gasto dos consumidores foi revisado para baixo, de 2,4 para 2,3 por cento, por causa de ajustes nos setores de lubrificantes e combustíveis de veículos a motor. Ainda assim, foi o maior aumento desde o quarto trimestre de 2010.

Por outro lado, a piora da renda pode afetar o consumo. O relatório mostrou queda de 2,1 por cento da renda real disponível no terceiro trimestre, após baixa de 0,5 por cento no trimestre anterior.

Também houve pequenas revisões do investimento empresarial, que subiu 14,8 por cento, em vez de 16,3 por cento.

O Departamento também afirmou que o lucro das empresas após impostos aumentou 3 por cento, após ter avançado 4,3 por cento no segundo trimestre.

O crescimento das exportações foi mais forte do que o estimado anteriormente, 4,3 por cento, em vez de 4,0 por cento. As importações aumentaram 0,5 por cento, em vez de 1,9 por cento. O comércio contribuiu com 0,5 ponto percentual para o crescimento do PIB.

O relatório do PIB também mostrou redução das pressões inflacionárias. O índice de preços dos gastos pessoais avançou 2,3 por cento no terceiro trimestre, em vez de 2,4 por cento.

No segundo trimestre, a alta foi de 3,3 por cento.

O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu 2 por cento, em vez de 2,1 por cento.

(Reportagem de Lucia Mutikani)