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Europa dá sinal de que crescerá menos e petróleo recua

Por Renan Carreira

Houston – Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira em meio a uma série de notícias negativas, incluindo sinais desapontadores sobre o crescimento econômico da Europa e a desaceleração da economia da China, além de uma perda inesperada pelo JPMorgan.

O banco perdeu US$ 2,3 bilhões com operações com veículos sintéticos de crédito. A revelação forneceu munição a reformadores que querem regulações mais duras para os mercados financeiros. Tal regulação poderia limitar o nível de risco permitido nos mercados futuros, caso do petróleo.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para junho fecharam a US$ 96,13 o barril, em queda de US$ 0,95 (0,98%). Por outro lado, na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para junho fecharam a US$ 112,26 o barril, em baixa de US$ 0,47 (0,42%).

A turbulência política na União Europeia (UE), com a nova liderança na França e o impasse em relação a um novo governo da Grécia, espalhou o temor de mais desaceleração econômica.

Nesta sexta-feira, a Comissão Europeia, braço executivo da UE, disse, em seu relatório de previsões econômicas, que há sinais iniciais de uma recuperação na economia do bloco no próximo ano, embora ainda haja riscos. “O principal risco continua sendo um agravamento da crise de dívida soberana com contágio financeiro e uma forte queda da disponibilidade de crédito”, disse a Comissão.

Além disso, na China, o valor agregado da produção industrial do país subiu 9,3% em abril em relação a abril do ano passado, diminuindo acentuadamente ante o avanço de 11,9% de março, segundo dados do Escritório Nacional de Estatística divulgados nesta sexta-feira. As vendas no varejo da China subiram 14,1% em abril em relação a igual mês do ano passado, menos do que os 15,2% registrados em março. As informações são da Dow Jones.