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Eurogrupo decide o destino da Grécia

Os ministros de Finanças da Eurozona (Eurogrupo) iniciaram nesta segunda-feira em Bruxelas a reunião na qual será decidida a aprovação do segundo pacote de ajuda à Grécia, com a finalidade de evitar que o país declare a moratória.

Os ministros discutem principalmente sobre um resgate de 130 bilhões de euros e sobre o perdão por parte dos credores privados de 100 bilhões de euros em títulos da dívida grega.

Presente na reunião, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou em sua chegada que a Grécia tem realizado esforços muito significativos.

“Contudo, é necessário que as outras partes também façam esforços”, afirmou.

“O FMI está disposto a trabalhar nesse sentido”, completou.

Um dos assuntos a serem abordados nesta reunião é o montante referente ao FMI no pacote de ajuda grego.

A instituição, que acordou em maio de 2010 um empréstimo de 30 bilhões de euros à Grécia, de um total de 110 bilhões, permaneceu em silêncio durante os últimos meses sobre a questão de um novo crédito.

Os estados membros estão divididos quanto a possibilidade de voltar a financiar um país que não tem cumprido seus compromissos.

Segundo o The Wall Street Journal, a ajuda do FMI à Grécia neste novo empréstimo deve limitar-se a 13 bilhões de euros.

O ministro de Finanças grego, Evangelos Venizelos, e até mesmo o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, disseram que estão “otimistas” sobre a possibilidade de a Eurozona liberar o desembolso de 130 bilhões de euros que seu país necessita para evitar a quebra antes de março.

Vários outros dirigentes europeus expressaram sua confiança de que o Eurogrupo liberará os 130 bilhões de euros à Grécia, pendentes desde outubro de 2011.

Contudo, apesar de se declarar otimista, Schäuble foi um dos mais relutantes nos últimos dias em oferecer uma nova ajuda à Grécia.

O ministro de Finanças holandês, Jan Kees De Jager, por sua vez, disse que irá pedir na reunião o enviou de uma missão “permanente” formada pelos credores públicos da Grécia para garantir que o país cumpra com os ajustes exigidos por Bruxelas.

Segundo a ministra austríaca, Maria Fekter, haverá um debate intenso em torno da vigilância e sobre como garantir o cumprimento das exigências desse programa.

Em entrevista à Rádio Europe 1 nesta segunda-feira, o ministro de Finanças da França, François Baroin, declarou que foram reunidos “todos os elementos necessários para se chegar a um acordo sobre como evitar a quebra da Grécia dentro de um mês”.

“Isso é também o que afirmarei aos ministros de Finanças nesta tarde”, disse Baroin.