Empresários acham que Natal será melhor que o de 2010

O Centro-Oeste é a região mais confiante no melhor faturamento

A maioria dos empresários brasileiros (55%) esperam um aumento no faturamento neste Natal em relação ao de 2010, é o que anunciou uma pesquisa da Serasa Experian de Perspectiva Empresarial. Enquanto isso, 31% acreditam que repetirão o desempenho do ano passado e 14% acham que haverá uma queda. No Natal de 2010, 69% deles haviam respondido que a expectativa era de melhora nos ganhos. Já nos dois anos anteriores, 2009 e 2008, esse porcentual era de 53% e 52% respectivamente.

Nos grandes negócios, essa porcentagem é ainda maior, com 82% dos empresários confiantes no faturamento mais forte ante o Natal anterior. Entre os médios varejistas, esse número é de 63% e entre os pequenos, de 55%. A região do País com mais empresários otimistas é a Centro-Oeste, com 62% dos entrevistados apostando na melhora em 2011. Depois vêm as regiões Norte (60%), Sudeste (58%), Nordeste (55%) e Sul (50%).

Para a Serasa Experian, a política monetária restritiva mantida até o início do segundo semestre afetou a expectativa do varejista brasileiro. “De qualquer forma, será um bom Natal graças aos 31% que esperam repetir o faturamento do Natal 2010”, afirma a entidade, em nota. De acordo com a sondagem, realizada entre os dias 16 e 24 de novembro, para 26% dos empresários o consumidor gastará em média até 50 reais. Já para 39% os presentes estarão na faixa de 51 a 100 reais, para 22% de 101 a 200 reais e para 13%, acima disso.

Compras e produtos favoritos – A expectativa dos empresários é de que 49% das compras serão feitas à vista, com pagamento em dinheiro (42%) e cartão de crédito (25%) aparecendo como opções mais citadas. As compras a prazo serão 51%, com destaque para cartão de crédito parcelado (48%) e cheque pré-datado (25%). No Natal 2010, 51% das compras foram feitas à vista e 49% a prazo.

Os produtos mais procurados no Natal deste ano, na opinião dominante entre os 1.013 entrevistados, serão roupas, sapatos e acessórios (34%). Segundo a Serasa Experian, por causa do endividamento maior da população, com inadimplência e juros ainda elevados, o consumidor procura produtos com maiores opções de preços, como é o caso de vestuário e perfumarias.

(Com Agência Estado)