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Dívida nos EUA: Japão teme grande ‘decepção’ dos mercados

O ministro das Finanças japonês disse nesta terça-feira temer uma grande “decepção” nos mercados, depois que os representantes democratas e republicanos americanos fracassaram em torno de uma redução da dívida dos Estados Unidos.

“Vejo uma grande decepção nos mercados”, afirmou Jun Azumi em coletiva de imprensa, completando que teme um efeito negativo na Bolsa de Tóquio.

A comissão bipartidária do Congresso americano anunciou na segunda-feira que fracassou em apresentar propostas para reduzir o déficit público da primeira potência econômica mundial.

“Isto poderá ter um impacto negativo nos mercados de Tóquio”, disse Azumi.

Sem um acordo no Congresso, a lei americana prevê a aplicação automática, a partir de 2013, de cortes nos gastos de até 1,2 trilhão de dólares em dez anos.

O revés ocorre no momento em que a Europa endividada é sacudida pelos mercados financeiros.

Azumi destacou que os mercados duvidam da capacidade dos líderes americanos e europeus para enfrentar seus problemas econômicos.

“A situação política no Japão é mais estável que no resto do mundo”, disse Azumi, citando a recente votação no Parlamento japonês do orçamento suplementar de 155,175 bilhões de dólares para financiar a reconstrução das zonas devastadas pelo tsunami de 11 de março e reativar a economia japonesa.

Nesta terça-feira, o país anunciou a fusão das bolsas de Tóquio e Osaka, prevista para janeiro de 2013, gerando assim uma das maiores bolsas do mundo, disseram as duas bolsas em comunicado. A nova medida deve ajudar a revitalizar a economia do país, que registrou déficit comercial de 273,8 bilhões de ienes (3,6 bilhões de dólares) em outubro, o primeiro saldo negativo em dois meses, segundo dados do Ministério das Finanças.