Dilma estreia no G20 em reuniões a portas fechadas

Em sua primeira participação como líder de um país no encontro, a presidente também revela preocupação com o contágio da crise grega

Os primeiros momentos de Dilma Rousseff no G20, nesta quinta-feira, foram marcados por perguntas sobre a saúde do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Logo no primeiro contato com o anfitrião, o presidente francês Nicolas Sarkozy, a presidente foi questionada sobre o tratamento que seu antecessor está sendo submetido para vencer um câncer na laringe.

Ao longo de todo o dia, a agenda da presidente foi disputada e permeada de reuniões a portas fechadas. A primeira foi pela manhã, com os líderes das nações dos BRICS, Dimitri Medvedev, da Rússia, Hu Jintau, da China, Jacob Zuma, da África do Sul, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, para discutir o posicionamento que será adotado pelas economias emergentes durante os dois dias de encontro. A presidente também se encontrou com o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, e a secretária-geral da Central Sindical Internacional, Sharan Burrow, antes de seguir para o Palácio de Festivais, onde se iniciaram os trabalhos.

Durante a reunião entre os líderes dos BRICS, Dilma demonstrou preocupação com os efeitos da crise grega e o eventual contágio a outras economias, por enquanto poupadas da confusão. “Segundo Dilma, o essencial será a elaboração de medidas que levem o mundo ao crescimento”, afirmou um de seus assessores. Sobre uma eventual ajuda brasileira para compor o fundo de resgate aos países da zona do euro em dificuldades, a presidente reiterou que o Brasil pode colaborar em ação coordenada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). “O Brasil é solidário com países em dificuldades, mas em casos como estes é preciso liderança, visão clara e rapidez na ação”, afirmou.