Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Dilma chega ao local da VI Cúpula dos Brics, em Fortaleza

Presidente brasileira reúne-se nesta terça-feira com os chefes de Estado dos Brics. Expectativa é que Xangai seja a sede do novo banco de desenvolvimento

A presidente Dilma Rousseff está no Centro de Eventos de Fortaleza para receber os chefes de Estado dos outros quatro países que compõem os Brics: os presidentes da Rússia, Vladimir Putin; da China, Xi Jinping; e da África do Sul, Jacob Zuma, além do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Dilma comentou rapidamente que vê avanços importantes no grupo, como a criação do banco de desenvolvimento, cuja sede e presidência ainda estão ainda indefinidos. Nos bastidores, a expectativa é de que o Brasil presida o primeiro mandato do novo banco de fomento e que sua sede fique em Xangai, na China.

“Ele (o banco) vai contribuir para que esse processo de volatilidade, enfrentado por diversas economias, quando da saída dos Estados Unidos da política de expansão monetária, seja mais contida, seja mais administrada”, comenta a presidente em sua chegada. “Isso dá segurança, dá uma espécie de rede de proteção, aos países BRICs e aos demais, amplia a segurança”, completou.

Durante as primeiras horas do encontro, que será realizado a portas fechadas, os membros dos BRICs deverão fechar os detalhes sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), instituição que será criada para oferecer fontes de financiamento, especialmente em infraestrutura, para países emergentes. Além do NBD, deve ser lançado um Arranjo de Contingente de Reservas, fundo emergencial que servirá de alternativa ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Os chefes de Estado devem ainda abordar aspectos como a inclusão social e o desenvolvimento sustentável.

Leia também:

Empresários defendem simplificação de visto e troca direta de moedas entre os Brics

Brics devem ratificar acordo de Bali, diz ministro Mauro Borges

Dilma e Putin firmam acordos bilaterais nas áreas de tecnologia e indústria

O novo banco deve ser anunciado no início da tarde, após reunião dos chefes de Estado. Nesta manhã, os ministros e demais integrantes das cinco comitivas discutem os detalhes finais da instituição. De acordo com uma fonte próxima às discussões, embora não haja nenhuma decisão oficial, Xangai permanece como a cidade favorita para sediar o NDB. A expectativa é de que cada país contribua com 10 bilhões de dólares, o que resultará num total de 50 bilhões de dólares.

Sobre a presidência da instituição, existe a forte possibilidade de um brasileiro ocupar o cargo, contudo, discute-se nos bastidores do Itamaraty se não seria mais interessante aguardar um segundo mandato, quando o banco deve estar em funcionamento. A presidência do banco deve ser rotativa, em um mandato de cinco anos. Apesar da expectativa de um nome brasileiro, o país decidiu não divulgar prováveis candidatos.

Leia ainda: Criação do banco dos Brics pauta cúpula que começa hoje

Empresários defendem simplificação de visto e troca direta de moedas entre os Brics