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Crise da zona do euro é grande ameaça para Europa emergente–BERD

LONDRES, 18 Mai (Reuters) – O crescimento sem energia em economias europeias emergentes pode se tornar recessão se a crise da zona do euro piorar, informou nesta sexta-feira o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD).

O BERD aumentou suas projeções de crescimento econômico para 2012 para os 29 países emergentes da Europa e da região central da Ásia para 3,2 por cento, ante perspectiva de 3,1 por cento em janeiro.

O banco projetou também crescimento de 3,1 por cento para 2012 para toda região onde opera, incluindo pela primeira vez a Jordânia e três países do norte da África.

Mas afirmou que incertezas sobre a zona do euro faz com que o crescimento este ano e em 2013 provavelmente se mostre menor que o esperado, podendo ser até mesmo negativo.

“O risco de que países emergentes da Europa voltem a cair em recessão dentro dos próximos 12 meses é visto como alto”, disse o BERD em comunicado que acompanhava as previsões de crescimento.

“Uma piora da crise da dívida da zona do euro ou um choque de abastecimento de petróleo são possíveis e mostram um risco significativo de recessão para a região como um todo”, disse o comunicado.

A zona do euro está lutando para conter novos riscos de a Grécia sair do bloco monetário, o que muitos temem como sendo o primeiro passo para uma quebra mais ampla do bloco.

A Europa central e do leste, dependente da zona do euro para exportações e investimento, tem estado sob pressão crescente na medida em que o comércio encolheu e os bancos da Europa ocidental cortaram empréstimos à região.

Para administrar a desalavancagem, o BERD tem ajudado a organizar várias iniciativas para manter os bancos ocidentais na Europa emergente.

No entanto, o BERD disse que espera que as saídas de fluxo de bancos continuem nos próximos meses, ao passo que os credores estão se focando em fortalecer seus balanços.

Apesar desses problemas, a região no geral cresceu saudáveis 4,6 por cento no ano passado, segundo o BERD. O banco disse ainda que o crescimento pode ser retomado para 3,7 por cento em 2013.

(Reportagem de Sujata Rao)