Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Crescimento da Ásia Oriental resiste à crise graças à China

O crescimento dos países emergentes da Ásia Oriental será freado pela crise econômica dos Estados Unidos e Europa, mas o vigor chinês os preservará de um declínio brutal, disse o Banco Mundial (BM) em seu relatório semestral regional, publicado nesta terça-feira.

O Produto Interno Bruto (PIB) da região, que inclui a China, Tailândia, Vietnã, Indonésia, Malásia, Filipinas e Camboja, crescerá 8,2% este ano e 7,8% em 2012, segundo as últimas estimativas do Banco Mundial (BM), com sede em Washington.

Em março, o BM previa um crescimento de 8,2% em 2011 e de 7,9% em 2012.

A economia da região cresceu 9,7% em 2010.

O crescimento da economia chinesa será de 9,1% este ano e de 8,4% no próximo, frente aos 9% e 8,5% estimados anteriormente.

Fora da China, o BM prevê que a região crescerá 4,7% e 5,3% no mesmo período (contra 5,3% e 5,7% calculados em março).

“A diminuição do crescimento na Europa, a austeridade fiscal e as recapitalizações bancárias afetam a Ásia oriental”, disse o Banco Mundial.

“A contração do crédito operada por bancos europeus também pode afetar os fluxos de capitais para a Ásia Oriental, mas as importantes reservas (de divisas) e o superávit em conta corrente protegem a maioria dos países da região”, disse o Banco Mundial.

Segundo o BM, as reservas dos países da região eram de 4,9 trilhões de dólares ao final de setembro, sem incluir o ouro. A China sozinha possui 3,2 trilhões de dólares em reservas de divisas.

A falta de demanda apresentada pela Europa tem sido razoavelmente compensada pela China e por seu imenso mercado de 1,300 trilhão de habitantes, que deve tirar da UE a posição de segundo maior importador do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Já os países emergentes da Ásia Oriental representam 18% das importações chinesas de bens de consumo.

O Banco Mundial adverte, no entanto, que esses países devem reforçar sua independência econômica, reformando-se e investindo para “garantir um crescimento mais forte, impulsionado pelo consumo interno”.

Também devem haver investimentos em educação para melhorar a produtividade e orientar sua economia para uma produção de maior valor agregado”.

Por último, devem desenvolver e reforçar sua infraestrutura para fazer frente aos frequentes desastres naturais (inundações, terremotos, maremotos, etc), disse o Banco Mundial.